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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Policia Civil: Assembleia mantém indicativo de greve e governo agenda audiência para dia 13



Não existe hipótese de os agentes policiais aceitarem o abismo salarial. A categoria tampouco vai aguardar ao longo de um ano para conhecer calendário de reajuste que assegure a verticalidade: salário na proporção certa para todos.

Durante assembleia extraordinária realizada hoje, dia 5 de janeiro, os agentes mantiveram indicativo de greve caso não seja apresentada proposta. A Casa Civil agendou audiência para sexta-feira da próxima semana, dia 13 de janeiro. Tabela de verticalidade já apresentada ao governo há mais de dois meses foi rigorosamente cumprida: para os delegados.
 Hoje, ao cobrar audiência com a Casa Civil, a Ugeirm reencaminhou a tabela para agentes policiais. “Queremos calendário pronto na semana que vem”, disse o presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz, em entrevista à Rádio Gaúcha.
 Ortiz assinalou que esta é a negociação mais importante que a categoria tem pela frente. “Vai repercutir por muito tempo e não podemos repetir o erro de 1992”, disse.
 A decisão de manter o indicativo de greve foi unânime. O sindicato, em reiteradas oportunidades, alertou o governo sobre a grave crise institucional que será aberta se não for definida uma política salarial que contemple todos os policiais civis.
 Também por unanimidade, foi aprovada chamada extra, tal como havia sido sinalizado nas plenárias de Santa Maria e de Caxias do Sul. Serão três parcelas de 18 reais. Os recursos vão custear campanha de mídia e atividades de mobilização.
 O sindicato vai percorrer o litoral durante a Operação Verão, amplificando a possibilidade de greve caso o governo não apresente proposta com calendário para a verticalidade. “É importante manter a mobilização até que a proposta seja conhecida e contemple nossa reivindicação”, frisa Fábio Castro, vice-presidente da Ugeirm.
 Cumpra-se a lei
 A Ugeirm vai encaminhar documento para a Chefia de Polícia e para todos os diretores de departamento sobre a campanha “Operação Cumpra-se a Lei”, que deve ser respeitada por todos os policiais. O departamento jurídico do sindicato está à disposição para saldar dúvidas e orientar como proceder em eventuais retaliações.


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