PREVISAO DO TEMPO

sábado, 1 de outubro de 2011

Transcrição de postagem em site de Associação Policial Militar

A matéria abaixo está publicada no site da Associação dos Cabos e Soldados Policiais Militares do Ceará e pode ser acessada pelo link: 

http://acsce.com.br/salarios/60-proposta-salarial-para-a-brigada-militar

 Eu gostaria que se tornasse realidade, pois além de todo o reajuste ser linear e ter data definida já contém a verticalidade. 


 Proposta Salarial para a Brigada Militar

 

PROPOSTA

Estabelece o Subsídio para os Militares Estaduais conforme disposição Constitucional, fixando como teto remuneratório o vencimento do Coronel QOEM em R$ 19.699,82 (Dezenove mil seiscentos e noventa e nove reais e oitenta e dois centavos).
Esta proposta também confirma os índices de verticalidade da lei 12.201/2004, embora não apresente os índices máximos de aumento salarial, mas se aprovada seria considerada muito boa para os Militares Estaduais.
A repercussão financeira é de aproximadamente R$ 141.076.053,35, ou seja, um acréscimo de 143,89% na folha de pagamento da Brigada Militar.

ANTEPROJETO DE LEI Nº _______ DE ___ DE 2008

Fixa o subsídio mensal dos militares estaduais da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, na forma do art. 144, § 9º, da Constituição Federal, e dá outras providências.
Art. 1º O subsídio mensal dos Coronéis da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul é fixado em R$ 19.699,82 (Dezenove mil seiscentos e noventa e nove reais e oitenta e dois centavos).
Parágrafo único. A alteração do valor nominal do subsídio fixado no "caput" dependerá de lei específica, de iniciativa privativa do Poder Executivo, nos termos do art. 37, inciso X e XI, da Constituição Federal.
Art. 2º A fixação do subsídio dos militares estaduais, aplicável aos inativos e pensionistas, observará os seguintes índices de escalonamento vertical:

Postos e Graduações
Percentuais
Coronel
100%
Ten Cel
90%
Major
80%
Capitão
70%
1° Tenente
50%
2º Tenente
45%
Aspirante à Oficial
42%
Subtenente
42%
1° Sargento
40%
2° Sargento
30%
3° Sargento
25%
Cabo
22%
Soldado
20%
Art. 3º A aplicação do disposto nesta lei aos militares estaduais ativos, inativos e aos seus pensionistas não poderá implicar redução de remuneração, de proventos e de pensões.
§ 1º O militar estadual que possuir função gratificada por exercício de função adquirida nos termos do artigo 102 e 103 da Lei Complementar 10.098, de 03 de fevereiro de 1994, ou que vier a adquiri-la, às manterá como vantagem pessoal, cujo valor nominal será corrigido na mesma data e no mesmo percentual do aumento ou reajuste da respectiva gratificação.
§ 2º Se após a aplicação do parágrafo primeiro ainda persistir redução de remuneração, de proventos e de pensões, eventual diferença será paga a título de “Parcela de Irredutibilidade”, de natureza permanente, cujo valor nominal será corrigido na mesma data e no mesmo percentual do aumento ou reajuste do subsídio.
Art. 4º - As despesas decorrentes desta lei correrão por conta de dotação orçamentária própria.
Art. 5º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6 - Revogam-se as disposições em contrário.
YEDA RORATO CRUSIUS
Governadora do Estado

JUSTIFICATIVA
O encaminhamento do presente Projeto de Lei, que trata da percepção de subsídio aos Militares Estaduais do Estado do Rio Grande do Sul, ativos, inativos e pensionistas decorre de imposição constitucional, inserta no § 9º, Art. 144 da CF.
Tal proposta se coaduna com o artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, que estabelece a existência do limite máximo remuneratório e o subsídio dos Membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Neste sentido estabelecemos como patamar remuneratório o índice de 19.699,82 (Dezenove mil seiscentos e noventa e nove reais e oitenta e dois centavos), suprindo uma vergonhosa situação em que o soldado de policia militar do Distrito Federal tem um salário superior ao do capitão da Brigada Militar.
A promulgação das Emendas Constitucionais nºs 41/2003 e 47/2005 e sanção da Lei Federal nº 11.143, de 26 de julho de 2005, dispondo sobre o subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, postaram improrrogável, nos Estados da Federação, à fixação do subsídio dos Membros dos Poderes Estaduais.
De conformidade com os preceitos constitucionais federais e estaduais, os vencimentos dos Militares Estaduais do Estado do Rio Grande do Sul já obedecem a índices de escalonamento, que estão previstos na Lei nº 12.201/2004.
A implantação do subsídio confere transparência aos gastos com pessoal e impede o diário crescimento vegetativo da folha de pagamento, visto que define os ganhos do servidor em parcela única. Em outras palavras: com o subsídio, o militar estadual não mais acumula vantagens temporais; com isso ficam estabilizadas as remunerações no curso do tempo e conferida, portanto, previsibilidade aos respectivos gastos.
A uniformização da remuneração, com o fim das grandes disparidades remuneratórias significaria o fim da segmentação da carreira por grupos de interesse específicos.
YEDA RORATO CRUSIUS
Governadora do Estado

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MP gaúcho contesta leis da Reforma da Previdência

bro 2011.
Ambas dispõem sobre o Regime Próprio de Previdência  Social dos Servidores Militares do Rio Grande do Sul e instituem o Fundo Previdenciário.
O procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Eduardo de Lima Veiga, entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça, para pedir a retirada de partes das Leis Complementares Estaduais 13.757/2011  e 13.758/2011. Ambas dispõem sobre o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Militares do Rio Grande do Sul e instituem o Fundo Previdenciário.
O MP requer, liminarmente, a suspensão imediata dos efeitos dos artigos 11 e 12 das referidas leis. O primeiro fixa em 14% a contribuição previdenciária dos servidores públicos. O segundo estabelece como base de cálculo para aplicação da alíquota prevista o total do salário de contribuição dos servidores ativos.
O chefe do Ministério Público destaca que as normas violam o artigo 150 da Constituição Federal, a que se reporta expressamente o artigo 140 da Constituição Estadual.
Eduardo de Lima Veiga ressalta que, ao se estabelecer alíquotas distintas para servidores com os mesmos benefícios, o preceito da igualdade é ferido. Além disso, de acordo com o procurador-geral, o critério de estabelecer descontos, previsto no artigo 12 das referidas leis, é uma forma de progressividade — o que é constitucionalmente vedado.
Para Veiga, a alíquota fixada em 14% não é razoável, pois, somada ao Imposto de Renda, cujo destinatário final é o mesmo Estado, importa na tributação para aqueles atingidos pela alíquota de 27,5% do IR de 41,5%, resultando na usurpação de quase metade da renda de parte de servidores públicos estaduais.
Por fim, o procurador-geral ressalta não se pode perder de vista a possibilidade do ingresso de milhares de ações individuais, em função do grande número de servidores públicos atingidos pela legislação, que aportarão ao Judiciário para fazer valer as regras constitucionais em cada caso concreto. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-RS.

Clique aqui para ler a ADI.
Revista Consultor Jurídico

28/09/2011: Quadro Geral faz assembleia

Assembleia do Sindigeral/RS examinou ontem Adin protocolada na Justiça que exige reajuste de 30,81% dado a cerca de 500 servidores administrativos com funções em escolas estaduais. "Não somos contra, defendemos o índice a todos os servidores do Quadro Geral", diz o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud. Será proposto ao governo novo plano de carreira aos servidores públicos.

Fonte: Jornal Correio do Povo - 28/09/2011

Fessergs e Sindigeral deflagram campanha por reajuste de 30,81%

A Fessergs e o Sindigeral realizaram nesta terça-feira (27) assembleia geral para discutir formas de pressão por reajuste para a categoria e a elaboração de um novo plano de carreira.

Recentemente, o governo do Estado concedeu reajuste de 30,81% para os servidores administrativos que exercem suas funções em escolas, deixando os salário de todos os demais colegas congelados.




O Sindigeral entende que tal ato é inconstitucional, motivo pelo qual, com o apoio da FESSERGS, Federação à qual é filiada, ingressou com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade), protocolada no dia 02 do corrente mês, especificamente contra esse limitador, ou seja, o sindicato não é contrário ao reajuste, somente entende que deva ser para todos.

A (ADIN) recai especificamente sobre a Letra C do artigo 3º da Lei 13.734, visando derrubar a limitação que exclui os demais servidores do reajuste em questão.

Participaram da assembleia realizada no auditório da Fessergs cerca de 50 servidores e ficou acertado que até dia 10 de outubro será finalizado o esboço de um novo plano de carreira que será entregue ao governo do Estado. A Fessergs aguarda resposta sobre um pedido de audiência com o governador Tarso Genro, solicitada por ofício e através do vice-governador, Beto Grill, em reunião no dia 06 de setembro.

Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781

Tarso Genro diz ser impossível, para o governo, atender ao pleito dos servidores de postos superiores da BM


O governador Tarso Genro afirmou nesta quinta-feira (29), em entrevista ao Sul21, que as investigações do setor de inteligência da Brigada Militar confirmaram que as falsas ameaças de bomba registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul estão partindo de pessoas envolvidas com o crime organizado e com corrupção policial. Na quarta-feira, Tarso recebeu um informe das investigações preliminares feitas pela Brigada Militar.
Nas últimas semanas, durante as negociações salariais entre governo estadual e servidores da Brigada Militar, foram registrados protestos com queima de pneus nas estradas do interior. Depois, começaram a surgir ameaças de bomba, todas falsas, em Porto Alegre. De acordo com o governador, está confirmado que as “bombas fajutas” são atos praticados por indivíduos criminosos, sem relação com as reivindicações salariais dos servidores.
“É possível distinguir as coisas. Uma coisa é a queima de pneus, de pessoas que apelaram para esse tipo de delito para chamar a atenção, e vão responder. Outra coisa são as chamadas bombas fajutas. Isso está sendo feito por um grupo de marginais, de pessoas que, segundo essas investigações preliminares, têm passagem pela polícia, e que estão ou fora da Brigada Militar há algum tempo por razões de corrupção ou de cometimento de delitos, ou eventualmente estão sendo sindicadas por ações de corrupção”, afirmou Tarso Genro.
O governador descartou qualquer motivação política nas ameaças. “São indivíduos criminosos. Essa é a sua motivação, não é outra. Não é a reivindicação e nem a relação política”, reforçou, durante entrevista nesta quinta ao Sul21. A íntegra da entrevista será publicada na próxima segunda-feira.
Na entrevista, Tarso Genro destacou os reajustes que vêm sendo concedidos aos servidores da Brigada Militar e afirmou ser impossível, para o governo, atender ao pleito dos servidores de postos superiores, que desejam o mesmo reajuste (23%) oferecido aos cabos e soldados da Brigada Militar.
“Não quer dizer que não sejam pretensões justas, mas são impossíveis de serem atendidas em conjunto com aqueles servidores que têm a remuneração mais baixa do Estado”, disse o governador.

Fonte: Sul21

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Segurança: Luciano propõe audiência para discutir situação salarial de servidores

O deputado Luciano Azevedo (PPS) propôs nesta quinta-feira que a Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa promova audiência pública para debater a situação salarial dos servidores da segurança pública do Estado. A intenção é discutir as reivindicações de policiais militares, policiais civis, peritos e agentes penitenciários, entre outros.
“As manifestações envolvendo a Brigada Militar refletem os problemas salariais enfrentados por todas as categorias vinculadas à segurança pública: baixa remuneração, condições precárias de trabalho, carência de estrutura física e administrativa para o exercício das funções”, enfatizou Luciano, referindo-se aos protestos envolvendo brigadianos em todo o Estado.
Caso a Comissão aprove a proposta de Luciano, serão convidados para a audiência pública representantes da Secretaria Estadual da Segurança Pública, Secretaria da Fazenda. Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, Casa Civil, Brigada Militar, Polícia Civil, SUSEPE, Instituto Geral de Perícias, sindicatos e associações dos servidores da segurança, além de segmentos da sociedade que tenham interesse em debater o tema. 

 Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas. 

Sindicato da Polícia Civil solicita apoio de Villaverde nas negociações com o governo estadual

Comitiva apresentou as demandas salariais e profissionais da categoria

O presidente do Sindicato dos Escrivães, Investigadores e Inspetores de Polícia do RS (Ugeirm), Isaac Ortiz e integrantes da Polícia Civil realizaram nesta quinta-feira à tarde audiência com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adão Villaverde (PT). Eles apresentaram as demandas salariais e profissionais da categoria e solicitaram que o chefe do Legislativo interceda junto ao governo do Estado.

— Em outros momentos de crise procuramos o Villaverde e ele foi bem sucedido quando interviu em nosso favor — relatou Ortiz.

De acordo com Isaac Ortiz, a intenção da Ugeirm é evitar que aconteça uma greve geral, que, segundo ele, está se tornando inevitável por conta da grande mobilização.

— São mais de cinco mil policiais que estão à espera apenas de um sinal de diálogo —argumentou Ortiz.

A categoria está em busca de definições sobre a matriz salarial do ano que vem e de futuros índices de reajuste. Villaverde garantiu que o assunto chegará ao conhecimento do governador Tarso Genro e do secretário chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, e marcou uma reunião do grupo também com a deputada e líder do Governo, Miriam Marroni.


ZERO HORA

Plantão ZH de 29set2011

Mais de 20 inquéritos apuram protestos de PMs no Estado

São mais de 70 protestos, motivados por questões salariais

Os comandos regionais da Brigada Militar estão apurando 26 inquéritos que investigam os protestos de PMs no Rio Grande do Sul.

Eles apuram os bloqueios de vias com queima de pneus desde o dia 4 de agosto. São mais de 70 protestos, motivados por questões salariais.

O corregedor da Brigada Militar, coronel João Gilberto Fritz, destaca que, por enquanto, está sendo feito um levantamento das provas para, depois, apontar os envolvidos, tanto na questão dos pneus como das falsas bombas.

Um inquérito na Corregedoria concentra todas as apurações, entre elas a da colocação de falsa bomba no Centro da Capital e também um protesto, na semana passada, contendo material explosivo, bem como as ameaças feitas ao governador.

Não há prazo para conclusão, mas o comando garante já ter elementos suficientes para comprovar o envolvimento de pelo menos cinco militares da ativa nestes dois casos de Porto Alegre. São imagens de vídeo, depoimentos e provas técnicas que ainda não foram reveladas.

RÁDIO GAÚCHA

Plantão ZH em 29set2011

Também na Polícia Civil do RS o ambiente é de greves e reivindicações

A Ugeirm, entidade tradicionalmente ligada ao PT, foi a primeira a entrar em greve (quarta e quinta-feiras) porque agentes, inspetores e escrivães querem aumento de 23,5% e não o reajuste escalonado de 10,5% a 20% prometidos pelo governo Tarso Genro.

. Comissários e delegados esperam pela sua vez para também parar. 

- A greve dos policiais não foi nem um pouco pacífica, a exemplo do que ocorreu com os brigadianos.


Fonte: Polibio Braga

Entenda como andam as disputas salariais na Brigada

As negociações entre o governo estadual gaúcho e os brigadianos estão no seguinte pé:
- Soldados e cabos (18 mil na ativa) - Aumento de 23,5%, já aceitos pela categoria, com proposta na Assembléia.

- Sargentos, subtenentes e tenentes (9 mil na ativa) - Aumento de 10,5% a18,5%, repelido pela categoria, mas igualmente proposto na Assembléia.

- Capitães, majores, tenentes-coronéis e coronéis - Nada oferecido pelo governo. A categoria quer equiparação com ocupantes de carreiras jurídicas.

Fonte: Polibio Braga

Sargentos e Tenentes da Brigada desafiam o governo Tarso: "Ou é 23,5% ou não é nada"

A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar decidiu que não aceitará um só centavo do aumento de 18,% proposto à Assembléia pelo governo do PT.

. " Ou é 23,5% ou não é nada", disse ao editor o presidente da ASSTBM, Aparício Santellano.

. A categoria espera que o presidente da Assembléia, Adão Villaverde, consiga agendar reunião com o governo para retomar as negociações. Se elas fracassarem, o ofício de desistência do aumento será protocolado.

- A Brigada possui 9 mil sargentos, subtenentes e tenentes na ativa e 7 mil na reserva.


Fonte: Polibio Braga

CATEGORIA DESUNIDA SEMPRE SERÁ VENCIDA


Acompanhando os últimos acontecimentos da negociação salarial das nossas associações de Praças (ABAMF E ASSTBM), resolvi aqui, sair do recolhimento necessário onde estava desde 2006, para expressar mais uma vez a minha humilde opinião, primeiramente para com muito respeito dizer de minha discordância na aceitação do índice de 23%, ainda que ele fosse oferecido para todos os praças, por entender que houve uma FUGA DA PAUTA, sem saber por qual o motivo e de quem partiu essa motivação, se por vontade do governo ou das associações, pois a pauta que deveria ser discutida no dia 22 de setembro, era a continuidade da negociação do dia 15 de setembro e versava quanto a definição das DATAS DE INTEGRALIZAÇÃO DOS R$ 300,00 ao salário básico dos PMS, valor oferecido por ele próprio, o que representaria mais de 100% de aumento ao salário do soldado, que hoje percebe +/-370,00.
Este índice, como prometido pelo governo iria se inserir ao salário básico, faltando a definição do calendário e uma vez definidas as datas, o projeto encaminhado a Assembléia legislativa transformar-se-ia em lei da política salarial, imagina-se acompanhado de datas, pois não poderia ser diferente. Imagina-se também que a integralização ao básico não ultrapassariam ao período deste governo o que por si só representaria um aumento jamais visto nestes últimos 20 anos, repito, ainda que em 04 anos.
Não posso crer que pudesse haver desconfiança quanto ao cumprimento da integralização ao salário básico dos PMs,  por parte do governo “DOS TRABALHADORES”, primeiro pela notória parceria das associações, em especial da ABAMF com o atual governo, levando inclusive projetos sociais para o seio associativo, como por exemplo o programa MINHA CASA MINHA VIDA, oriundo da SSP, ocupando as Regionais para a expansão do projeto do governo, e que espera-se tenha trazido benefício aos PMs que não tem onde morar. Esta sintonia é mutua, pois o governador foi pessoalmente visitar nossa associação já nos primeiros meses de governo. Portanto o não cumprimento da promessa de integralização dos R$ 300,00 seria uma traição jamais vista. Mas ainda que haja esta desconfiança, nos dois casos, tanto da integralização dos R$ 300,00 quanto os 23% divididos em duas parcelas, este último aprovado agora pela ABAMF, dependem da boa fé do governante, pois nos dois casos, embora se tornando lei, carecem do cumprimento do pactuado. Maior exemplo foi em 1994, quando o governo BRITTO deixou de cumprir a lei de política salarial aprovada por ele próprio e esta não foi abono, era índice salarial e são devidas até o dia de hoje, então é vazia para mim os argumentos de aceitação dos 23%.
Modificada a pauta, por aceitação dos representantes associativos naquela reunião, o governo substituiu a sua intenção de integralizar 100% de aumento pelo atual índice, infinitamente inferior, que corresponde a 23% pagos em 2011 e 2012 ao soldado e índices inferiores aos demais postos de nível médio, motivo suficiente para continuar a discordar.
Veio então a derradeira decisão, de ACEITAÇÃO por parte da ABAMF e de REJEIÇÃO UNÂNIME por parte da ASSTBM, esta última por entender ser uma discriminação a diferença das reposições entre soldados e demais postos.
Pelas decisões que se imagina decididas democraticamente a exaustão, que devo me render e abandonar meu desejo de 100% de aumento.
Ocorre que as decisões, independentemente de sua forma demarcaram, na minha opinião um desgaste igual ou maior do que ocorreu em 1997,pois naquele,todos estavam presentes na mesma ASSEMBLÉIA GERAL, portanto se houve a divisão, todos presenciaram os reais motivos e se houve “TRAÍDOS E TRAIDORES” eles estavam ali, visíveis à todos.
Infelizmente, imagino que por falta no mínimo de prevenção, não nos preparamos para o pior e o pior ficou estabelecido e significa exatamente o “RACHA”, para a glória de quem governa e a desgraça dos policiais.
Os jornais de pronto anunciam o sentimento dos sargentos e tenentes por seu líder maior, o presidente SANTELANO: “A GENTE LUTA JUNTOS E O LUCAS TOMA UMA DECISÃO ISOLADA”.
Muitas relações entre pessoas e grupos acontecem por atributos de fidelidade, afinidade de pensamentos e a dissolução deste “casamento” via de regra não acontece da noite para o dia e sim na decorrência do tempo.
Digo isto porque vejo a ocupação de espaço de uma associação pela outra e o aproveitamento da ineficiência de uma pela competência administrativa de outra, em uma palavra CASAMENTO POR CONVENIÊNCIA.
Desde a longa data, os meus amigos mais fiéis sabem que travei uma discussão exaustiva com minha discordância das coisas que acontecem na ABAMF, e elas foram sempre públicas e jamais agi no anonimato. Essas discordâncias foram tão intensas que viraram denúncias, havendo inclusive a formalização da tentativa do Pres. Lucas de minha exclusão do quadro social, somente não ocorrendo porque recorri ao judiciário e eles retiraram as acusações em uma atitude de covardia. No saldo de tudo isso, nunca guardei qualquer mágoa, mas continuo com opinião sempre muito próprias, pois não sou “conduzido a cabresto”.
Uma das minhas discordâncias, dentre tantas, dizia respeito a REFORMA ESTATUTÁRIA que se configurou em 2006 que dentre as aberrações diminuiu a representatividade dos presidentes regionais, tirando seu poder de deliberar; abertura indiscriminada de inclusão de sócios civis com direito ao voto e a deliberar sobre assuntos como aumento salarial, sendo que nossa associação é de classe; o aumento do tempo de mandato de diretores etc...
Para conter tudo isso propus um novo estatuto que não foi sequer estudado por ser “persona no grata”.
Trago este assunto do Estatuto da ABAMF, porque ele tem muito a ver com a discussão que eclodiu nesta decisão divergente entre o Lucas e Santelano.
Pois em 2006 reafirmo, começou a separação.
A ABAMF decidiu criar uma nova personalidade jurídica, substituindo a representação dos cabos e soldados, para REPRESENTAÇÃO DOS SERVIDORES DE NÍVEL MÉDIO DA BM, portanto mais ampla, mas mesmo assim a ocupação de espaço foi ignorada, tudo imagina-se por ingenuidade ou necessidade de convivência.
Na condição de associado (da ABAMF E ASSTBM) tenho o direito de continuar discordando com a administração do pres. Lucas, embora reconheça algumas poucas melhorias, mas em favor da verdade, não posso negar que institucionalmente o Lucas representa DE SOLDADO A 1º TENENTE, desde 2006, portanto sua decisão foi em nome destes praças por regramento da “bussola maior” – O ESTATUTO: Veja porque:
CAPITULO II
ART. 3 – São finalidades da ABAMF dos SNM/BM defender os interesses da classe dos Servidores de Nível médio ativos e inativos da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul e familiares dependentes, representá-los judicial e extrajudicialmente, em interesses de caráter coletivo em qualquer grau de jurisdição. . .
Enquanto isso o presidente santelano representa DE SARGENTO A 1ºTENENTE, sendo portanto, legalmente mais ampla a representatividade do Lucas e o governo sabia e soube usar deste expediente.
O governo pode satisfazer sua vontade de forma legal e ainda, verdade seja dita, ofereceu exatamente o que seu líder maior ( o Lucas) pediu na negociação,ou seja aproximadamente 25% de aumento.
O governo a partir daí pousa para fotos e “grita a plenos pulmões”: - NEGOCIAMOS COM UM REPRESENTANTE DOS PRAÇAS.
Aliás, este chavão durante a negociação foi muito usado pela ABAMF, leia-se a reportagem do dia------- ( A ABAMF É A ÚNICA REPRESENTANTE DOS PRAÇAS DA BM”.
Ainda que haja o perdão e acredito que ele ocorra, de presidente para presidente ao episódio da divisão, ficou estabelecida no mínimo uma divisão de representatividade, deixando o governo livre para negociar com quem ele tenha melhor afinidade como no caso, com a ameaça de divisão ainda maior quando o momento deveria ser de união no enfrentamento de momentos mais difíceis que o futuro nos reserva e desunidos,não tenhamos dúvidas, seremos sempre vencidos.

                                        GILSON NOROEFÉ
                               Associado da ABAMF e ASSTBM


Ordem dada ordem executada ou seria discriminação?

 Na manhã de 28 de setembro a ASSTBM associação de Subtenentes, Sargentos e Tenentes da Brigada Militar realizou ato em defesa dos interesses dos seus associados. As fileiras da ASSTBM foram reforçadas por associações integrantes da FERPMBM-RS (Federação das Associações Independentes), entre estas as das cidades de Pelotas, Torres, Gravataí e São Gabriel. A manifestação ocorreu dentro da mais perfeita ordem acontecendo porém um fato que chamou a minha atenção. Acompanho seguidamente movimentos reivindicatórios na Praça da Matriz e em todas as manifestações ou movimentos sociais sempre vi no gradil da “casa do povo” ou seja, Assembleia Legislativa faixas de reivindicação ou descontentamento. Ao chegar na Praça da Matriz comecei com toda a disposição a ajudar na colocação de faixas também no referido gradil quando através de um componente da “segurança interna” da casa recebemos a determinação: NÃO É PÉRMITIDA A COLOCAÇÃO DE FAIXAS, RETIREM AS QUE JÁ COLOCARAM. Desde o primeiro instante era intenção fazer um manifesto pacífico e dentro da ordem, e assim foram retiradas as benditas faixas que ainda tive tempo de fotografar. Ao chegar em casa comecei a pensar no fato, não mais será permitida a colocação de faixas de movimentos sociais ou reivindicatórios ali no gradil? Ou por sermos milicos estamos acostumados ao famoso bordão “ordem dada, ordem executada”? Mas se em algum próximo movimento eu tornar a ver faixas no gradil chegarei a conclusão que por sermos Policiais Militares e estarmos reivindicando nossos direitos pacificamente fomos discriminados.

Na foto acima de número 4726 colocando as faixas. Na foto abaixo, de número 4734 (sequencial) o gradil da "Casa do Povo" já sem as faixas conforme determinação recebida.



Bomba colocada no centro da Capital na última sexta continha bilhete com ameaça a Tarso Genro

Junto aos dizeres “acabou a brincadeira”, recado indicava ruas onde moram familiares do governador

Humberto Trezzi e José Luís Costa

Há uma explicação para a ira do governador Tarso Genro após a descoberta de uma bomba colocada sexta-feira passada como protesto por melhores salários de PMs, em frente a um posto da Brigada Militar (BM) e a um quarteirão do Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre.

O artefato trazia junto uma ameaça escrita ao governador e a seus familiares.

Deixada no quarteirão situado atrás da sede do governo estadual, a bomba foi encontrada sob um boné branco. Na aba dele, na parte interna, estava escrito a caneta o nome de duas ruas – uma delas próxima à casa do governador e a outra onde mora um familiar dele.

Além disso, o autor do protesto advertiu: “Pense bem”, e logo abaixo escreveu “Acabou a brincadeira”.

A existência das ameaças no boné foi confirmada a Zero Hora por três oficiais do alto escalão da BM, que viram o objeto, e por dois assessores do Palácio Piratini. Tarso não quis se manifestar oficialmente sobre o caso.

*Colaborou Carlos Wagner

humberto.trezzi@zerohora.com.br

 
Zero Hora de 29set2011