PREVISAO DO TEMPO

sábado, 4 de agosto de 2012

Servidores grevistas já estão na nata do funcionalismo federal.

Salários variam de R$ 11 mil a R$ 19,7 mil nessas categorias


BRASÍLIA – O grupo de servidores que pretende paralisar suas atividades na próxima semana, engrossando a onda das greves no serviço público federal, faz parte da nata do funcionalismo, com salários entre R$ 11 mil e R$ 19,7 mil. São os funcionários do Banco Central (BC), policiais federais, auditores e técnicos da Receita Federal. Eles integram as chamadas carreiras de Estado, mais valorizadas pelos últimos governos e seus salários chegam a ser discrepantes, se comparados à massa do funcionalismo, que estão no chamado "carreirão", cujos contracheques variam entre R$ 2,9 mil (fim de carreira no nível intermediário) e R$ 5,6 mil (nível superior).
Mesmo as carreiras estruturadas recentemente pelo governo para profissões de nível superior, como engenheiros, economistas, geólogos, arquitetos e estatísticos estão com salários muito aquém do grupo seleto de funcionários públicos. Os contracheques variam entre R$ 5 mil R$ 6,3 mil.
Segundo dados do Ministério do Planejamento, o salário dos servidores do BC varia entre R$ 12.960 e R$ 19.451. Os fiscais da Receita ganham entre R$ 11.595 e R$ 19.451. Os policiais federais, entre R$ 11.879 (escreventes e agentes) e R$ 19.699 (delegados).
Operação-padrão, que prejudica exportações, será reforçada
Na próxima semana, policiais federais reforçam a operação padrão nos aeroportos, portos e áreas de fronteira. Esse tipo de procedimento, que prejudica sobretudo o comércio exterior, já está sendo executado pelos fiscais da Receita, além dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já estão em greve há algumas semanas.
No caso dos policiais federais, 14 estados já votaram pela greve geral nas atividades fora de aeroportos, portos e regiões de fronteira. Os fiscais da Receita fazem paralisação de 24 horas na segunda e já estão com indicativo de greve. Os funcionários do BC cruzam os braços na quarta-feira.
Além da Anvisa, funcionários das outras agências também estão em greve. Embora reivindiquem equiparação à carreira de Estado, os salários pagos pelos órgãos reguladores já são praticamente equivalentes, principalmente nos cargos de nivel superior. Neste caso, o contracheque varia entre R$ 9.263 e R$ 17.479 (especialista em regulação).
A greve no setor público completou ontem 44 dias e já atinge 16 órgãos públicos e ministérios. Ao todo, aderiram ao movimento cerca de 350 mil funcionários em todo o país, segundo sindicalistas. Mas, para o Planejamento, que ainda tenta reverter a decisão judicial que impede o corte dos dias parados, o universo de grevistas está superestimado.
Segundo interlocutores do governo, a massa de servidores tem chances reais de ser contemplada com reajuste linear a partir de 2013, bem como os militares. Falta apenas definir os parâmetros da proposta orçamentária para fechar os percentuais de aumento.
Já para os demais, incluindo os funcionários das estatais, as perpectivas de ganhos reais são pequenas. A explicação é que essas categorias já foram beneficiadas e agora precisam dar resultado, disse uma fonte.
Os fiscais da Receita querem aumento de 30%. Os policiais federais ainda não definiram pleitos de reajustes, mas querem plano de cargos e salários, como o pessoal do BC.

Palestra sobre Curso de Preparação para Aposentadoria-PPA


 



        Setor de Psicologia: 3288 2255


O SAS/DAP convida os servidores que estão em vias de se aposentar para um momento de reflexão e debate sobre essa nova etapa da vida. Visto que a profissão do policial é muito estressante e que o servidor já dedicou no mínimo 20 anos de sua vida ao trabalho, como poderá agora obter realizações e uma boa qualidade de vida?


Dia 10 de agosto/2012, às 14h, no Auditório do Palácio da Polícia, será realizada uma palestra inaugural do curso de Preparação para Aposentadoria (PPA), organizado  pelo SAS (Serviço de Assistência Social), a fim de auxiliar o servidor policial a se preparar para tomar novos rumos em seu dia-a-dia e planejamentos futuros. O PPA é realizado a cada semestre, No encerramento do encontro, serão abertas inscrições aos interessados no curso, que é gratuito e ocorrerá de agosto a dezembro de 2012 com encontros semanais às terças-feiras, no SAS/DAP. As coordenadoras do grupo serão a Psicóloga Miriam e a Psicopedagoga Viviane. Maiores informações através dos fones:


 Secretaria do SAS: 3288 2476

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Por que policial militar deve votar em policial militar?

O que ocorre na política nos dias de hoje é que os políticos em sua maioria buscam sempre votos, a moeda de troca é o voto.
Quando policiais militares votam em policiais militares, independentemente de quem seja o policial militar candidato e mesmo que não elejam ninguém, os que são eleitos, sejam eles civis ou militares, buscam saber quantos candidatos foram militares e quantos votos eles conseguiram e a partir daí podem formar um perfil do potencial de voto da categoria, por exemplo, nas eleições de 2012 são mais de 4.000 policiais candidatos e digamos que nenhum deles sejam eleitos mas somarem um número considerável de votos àqueles que se elegeram vão raciocinar e entender que a categoria, apesar de não ter eleito seus representantes, formam um potencial de votos e assim àqueles que foram eleitos passam a olhar com bons olhos para a categoria buscando “agradar” para que nas próximas eleições tenham uma “fatia” do potencial de votos.
O que ocorre é que a categoria de policiais militares “pulverizam” seus votos votando em candidatos que não são policiais militares e assim no geral seus votos “desaparecem”, é como se não tivessem votado.
Muitos policiais militares até criticam seus companheiros que são candidatos, até ai tudo bem, o fato é que o político pode ser comparado a um posto de combustível à beira de estrada, ou seja, se este posto esta em uma estrada sem movimento conseqüentemente ele vai ser ruim, agora, se o movimento da estrada aumentar ele vai servir melhor, se não, vai ficar para traz dando lugar àquele que se aprimora e serve bem, assim é o candidato policial militar nos dias de hoje, portando, policial militar, vote em policiais militares para que tenham respeito junto à política de seus estados e aumentando o movimento de suas estradas políticas vocês irão ter bom “postos” políticos para apoiá-los.
Não se esqueça e lance esta ideia aos seus camaradas, POLICIAL MILITAR VOTA EM POLICIAL MILITAR e, viva a revolução.
Esquerda Militar pela valorização política dos militares, policiais e bombeiros do Brasil.

Acesse o Artigo Original:

Projeto que estabelece o soldo básico de capitão até coronel da Brigada Militar

O Poder Executivo deu entrada na ALERGS na data de 02/08/2012 já em pauta e com prazo final na data de 31/08/2012 no PL 190 2012 cujo assunto trata do valor vencimento reajuste salário soldo básico posto capitão major tenente coronel brigada militar e Fixa os valores dos soldos básicos dos postos de Capitão, Major, Tenente-Coronel e Coronel da Brigada Militar.

Fonte: Site ALERGS

http://proweb.procergs.com.br/consulta_proposicao.asp?SiglaTipo=PL%20&NroProposicao=190&AnoProposicao=2012






















Assembleia da PF vota por greve

Os policiais federais do RS acataram ontem a posição nacional de entrar em greve na próxima terça-feira. Com a decisão, que ocorreu em assembleia da categoria, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, na Capital, os serviços à população ficarão prejudicados. A paralisação integra o movimento nacional liderado pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A medida afetará emissão de passaportes, porte de armas e controle de produtos químicos. No caso dos passaportes, serão emitidos só aqueles que se enquadrarem em "emergência".

Além disso, os agentes irão promover a "operação padrão" nos aeroportos e nas fronteiras, no caso do Estado. Assim, haverá maior concentração de servidores nesses locais. As perícias e autorizações passarão a ser individualizadas. Atualmente, pelo número limitado de profissionais, é feito por amostra.

Segundo o Sindicato dos Policiais Federais do RS (Sinpef/RS), a paralisação acontecerá nos dias 7 e 8 de agosto. Quinta-feira, haverá avaliação do movimento. Segundo o presidente do Sindicato, Paulo Paes, a ideia é fazer com que os problemas enfrentados pelos agentes se tornem de conhecimento da sociedade.

Entre as reivindicações da categoria estão a reestruturação da carreira e a discussão de novas políticas salariais.

Fonte: Correio do Povo 03ago2012

Mais de 30 mil ações pedem o piso

O Cpers divulgou ontem que passa de 30 mil o número de ações individuais de professores pedindo o cumprimento da lei nacional do piso do magistério no RS. O sindicato incentiva que os professores busquem no Judiciário receber o pagamento do valor definido pelo piso nacional. "Colocamos a nossa assessoria jurídica à disposição da categoria para que os professores entrem com ações individuais na Justiça reivindicando o cumprimento da lei", afirmou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.

A direção do sindicato comemorou a decisão do Conselho Nacional de Justiça que anulou ato do Tribunal de Justiça do Estado, que impedia o ingresso individual no Judiciário com ações pelo pagamento do piso nacional do magistério. Ontem, a presidente do sindicato voltou a criticar a demora do Executivo para pagamento do piso. "O governo do Estado não tem amparo legal de parte alguma para não cumprir a lei do piso", declarou.

 Fonte: Correio do Povo 03ago2012

Grevistas fazem manifestação


Crédito: laira de s. sampaio / especial / cp 
<br /><b>Crédito: </b> laira de s. sampaio / especial / cpProfessores e funcionários do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (IFRS), campus Canoas, em greve desde 25 de junho, fizeram manifestação ontem na passarela perto da Metrovel, no centro da cidade. Justina Robaski, integrante do comando de greve, explica que, além da reposição salarial, eles reivindicam a finalização da obra do campus, que está pela metade.


 Fonte: Correio do Povo 03ago2012

Dados do Senado revelam altos salários

A divulgação dos salários dos servidores ativos do Senado, atendendo à Lei de Acesso à Informação, confirma os altos vencimentos do Legislativo e revela que pelo menos 650 funcionários receberam em julho valores líquidos acima de R$ 20 mil. Eles representam cerca de 10% do total de efetivos e concursados. Dentro desse grupo, 158 são técnicos legislativos, ou seja, funcionários de nível médio. Na Câmara, os altos salários são percebidos ao se analisar a remuneração básica.

Fonte: Correio do Povo 03ago2012

Piratini divulgará salários sem nomes

Governo é o último dos Poderes a publicar valores pagos a servidores

O governo do Estado anunciou ontem que irá, em até dez dias, publicar os vencimentos de cerca de 80% dos servidores públicos do RS, cumprindo a Lei de Acesso à Informação. O Executivo gaúcho é o último dos poderes do Estado a divulgar os salários do funcionalismo estadual. A publicação seguirá os moldes do Tribunal de Justiça do Estado, que iniciou a publicação no dia 27 de julho, e da Assembleia, que adotou a prática no último dia 31, e que têm embasamento em lei estadual que proíbe a divulgação nominal da remuneração de pessoal de todos os poderes do Estado.

Restarão os servidores do Instituto de Previdência do Estado (IPE), do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), da Superintendência do Porto de Rio Grande, de empresas públicas e sociedade de economia mista, cujas folhas de pagamento, atualmente, são rodadas em sistemas próprios e não unificados com os Recursos Humanos do Estado. Segundo Carlos Pestana, chefe da Casa Civil, a inclusão do restante do funcionalismo não tem data para acontecer. "Existe o compromisso, uma definição extensiva a todo o governo de divulgação dos vencimentos", disse.

A apresentação dos dados detalhará as vantagens pessoais e eventuais, indenizações e descontos legais dos servidores do Executivo. O anúncio aconteceu após reunião do governador Tarso Genro, a Casa Civil e Assessoria Superior do governador, que concluiu que as modificações no sistema de gerenciamento eram suficientes para iniciar a divulgação. "Nossa resistência era quanto a identificação dos servidores, agora são detalhes, criar as condições técnicas para viabilizar a publicação", afirmou Pestana.

A divulgação acontecerá através do Portal de Acesso à Informação do governo do Estado e ocorrerá depois de quase dois meses após Tarso afirmar que seguiria o exemplo do governo Federal de publicar integralmente as informações. O governador recuou duas semanas depois quando decidiu fazer apenas a divulgação anônima.
 
Fonte: Correio do Povo 03ago2012

SARGENTO PM ELIABE MARQUES E REPRESENTANTES DA ANASPRA SE REÚNEM COM MINISTRO DA JUSTIÇA


A diretoria da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais foi recebida na tarde da última terça-feira (31) pelo Ministro da Justiça Dr. José Eduardo Cardoso em Brasilia. A reunião atendia ao requerimento da ANASPRA, que pleiteava a discussão sobre a seguinte pauta

1) Fim da aplicação de Sanção Disciplinar cerceadora de liberdade – Fim das penas de detimento e prisão no âmbito das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. Com a proposição de emenda ao Decreto Federal 667/69 – R 200;
2) O voto em trânsito válido para os Militares Estaduais. Proposta junto ao MJ para a viabilização da validação do voto do Policial Militar e do Bombeiro Militar que, nos dias de eleição, trabalham em locais diferentes de seus domicílios eleitorais.
Participaram da reunião o Subtenente P. Queiroz (Presidente da ANASPRA) e Soldado Rogério do CE, Sargento Eliabe e o Soldado Maribondo do RN, O Sargento Heder e o Subtenente Gonzaga de MG, Cabo Michel do DF, Sargento Aragão – Deputado Estadual no TO, Sargento Soares – Deputado Estadual em SC.

Essa foi a primeira vez que um Ministro da Justiça recebeu formalmente Praças Policiais Militares e Bombeiros Militares. Segundo o próprio Ministro José Eduardo Cardoso é um espaço importante que está se estabelecendo e que deve ser mantido.

Sobre as proposições apresentadas, o Ministro assumiu o compromisso de analisar as propostas e dar, posteriormente um posicionamento sobre o assunto. Sugeriu por fim, quando foi abordada a necessidade de se regulamentar a Jornada de Trabalho para os Policiais Militares e Bombeiros Militares, que a ANASPRA encaminhe ao MJ uma proposta que regule a Jornada de Trabalho.

Outros assuntos foram citados e comentados demonstrando a necessidade de novas reuniões para o encaminhamento de proposições que visam a melhor organização e atuação dos trabalhadores da segurança pública.
FONTE: ASSOCIAÇÃO DE SUBTENENTES E SARGENTOS
 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Maia explica pagamentos acima do teto

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT), afirmou que incorporações de vantagens previstas em leis antigas permitem a existência de salários na Casa acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil, o valor dos vencimentos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em cumprimento à Lei de Acesso à Informação, a Câmara e o Senado publicaram, na terça-feira à noite, as tabelas com os salários dos servidores das Casas, mas sem os nomes.

Fonte: Correio do Povo 02ago2012

CNJ libera ações individuais do piso

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em decisão do conselheiro Emmanoel Campelo, declarou nulo o ato do Tribunal de Justiça gaúcho que impedia, desde setembro de 2011, a distribuição de apelações cíveis que cobravam o pagamento do piso nacional do magistério reajustado pelo Fundeb no RS. O piso nacional atual é de R$ 1.451,00 - valor não cumprido pelo Piratini.

O TJ/RS havia alegado que o objetivo era tornar a Justiça mais célere e rápida. O Tribunal entendia que a ação coletiva feita pelo MP atenderia aos professores. O CNJ entendeu o contrário, alegando que a medida ofende o direito individual. O desembargador Túlio Martins, presidente do Conselho de Comunicação Social do TJ/RS, afirmou que o Tribunal cumprirá imediatamente a determinação. "As milhares de ações individuais vão retomar a tramitação normal", disse.

Fonte: Correio do Povo 02ago2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Investigação contra servidor gaúcho por criticar, em e-mail, projeto de lei do governo

O servidor estadual (RS) Décio Mallmith, 54 de idade, está respondendo a uma sindicância interna no IGP (Instituto Geral de Perícias) do Estado após escrever um e-mail com críticas a um projeto de lei do governo Tarso Genro (PT).  A mensagem foi enviada para peritos, médicos legistas, auxiliares e outros funcionários do instituto no dia 15 de maio, quando o projeto foi enviado pelo governo à Assembleia, em regime de urgência.

Na mensagem, o servidor escreve ter ficado "estarrecido" quando leu o texto inicial do PL nº 113/2012, sobre funções gratificadas no órgão. No texto difundido pela via eletrônica a colegas, Mallmith conclama: "Não podemos deixar que este projeto de lei mal intencionado e que permite colocar qualquer um em cargos chaves do IGP, desde que seja servidor do Estado, seja aprovado. Passaremos a ser cabide de emprego para os políticos".

O servidor, que é perito criminalístico há mais de 30 anos, disse que enviou a mensagem de sua casa à noite, pelo e-mail funcional, após saber que o projeto fora submetido em regime de urgência ao Legislativo.

Outras pessoas comentaram a mensagem, mas não foram alvos da sindicância, aberta na manhã seguinte. Mallmith também foi questionado sobre que quis dizer em cada frase do e-mail e sobre a intenção da mensagem.

Desde então, Mallmith segue no cargo, mas afirma sofrer um "cerceamento silencioso" - recentemente, foi impedido de dar aulas.

Para o servidor, que nega ter ligação com partidos, "houve perseguição política". No ano passado, ele foi presidente do Acrigs, sindicato que reúne peritos na área criminal no RS.

Mallmith afirma que, inicialmente, não viu problemas em usar o e-mail funcional. "Cerca de 90% das mensagens que trafegam ali são outras informações. E era algo que dizia respeito aos peritos", diz.
O texto final do projeto, sancionado em junho, excluiu a possibilidade de que outros servidores, não técnicos, assumissem cargos no instituto - com exceção para a área administrativa.

Sindicância exagerada

O advogado Raimar Machado, conselheiro seccional da OAB-RS e doutor em Direito do Trabalho pela USP, avaliou o fato e disse ao Espaço Vital que a atitude de abrir uma sindicância foi exagerada. "Tudo indica que está havendo um excesso do governo ao punir esse trabalhador. Ele está sendo punido por um crime de opinião", afirma.

Raimar compara que "na medida em que houve a fiscalização do uso do e-mail em relação somente a esse únido servidor, estamos na verdade em uma censura ideológica. O governo não está censurando o uso do e-mail, mas o conteúdo dele."
O advogado acrescenta também que "o fato de tratar-se de ano eleitoral tampouco pode representar um agravante para a crítica, pois a administração pública não fica imune a uma avaliação, por parte dos cidadãos, em tais períodos, embora  alguns defendam essa limitação absurda".

Contrapontos

* Procurado pelo jornal Folha de S. Paulo, o IGP disse que "a sindicância está em fase final de análise por parte da Corregedoria" e que "não irá se pronunciar sobre "questões administrativas do órgão".

* O governo do Estado, por meio da assessoria da Secretaria de Segurança Pública, disse que a direção do IGP resolveu instaurar a sindicância porque o servidor usou o e-mail funcional para veicular um
"conteúdo desrespeitoso e ofensivo ao projeto e aos autores". Segundo o governo do Estado, o instituto já havia normatizado o uso do e-mail antes da manifestação do servidor, proibindo a veiculação de mensagens que não fossem ligadas ao trabalho. 

Link para a notícia: 

Servidores fecham a ponte

 Protesto bloqueou a Ponte do Guaíba, congestionando a entrada da Capital<br /><b>Crédito: </b>  VINÍCIUS RORATTO Protesto bloqueou a Ponte do Guaíba, congestionando a entrada da Capital
Crédito: VINÍCIUS RORATTO 
Cerca de 200 servidores de diversas instituições federais protestaram ontem na BR 290, na Ponte do Guaíba, na Capital. A manifestação foi uma reação à decisão do governo federal em transferir para o dia 13/8 a reunião prevista para acontecer ontem. Com o bloqueio do trânsito, por cerca de 1 hora, a partir das 7h45min, foi provocado congestionamento de mais de 10 quilômetros na entrada de Porto Alegre. A interrupção afetou a via nos dois sentidos.

A situação ficou bastante complicada quando dezenas de motociclistas romperam a barreira, passando por cima das faixas. Em um dos momentos, uma manifestante chegou a sentar no capô de uma das viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Depois da liberação da ponte, por volta das 9h, servidores federais e dirigentes sindicais seguiram em direção ao Centro, tumultuando o trânsito na avenida Castelo Branco e até o Largo Glênio Peres. O protesto mobilizou policiais rodoviários federais, militares e agentes da EPTC.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

Mobilização deve ser intensificada

A presidente da Associação dos Servidores da Universidade Federal do RS e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Assufrgs), Bernadete Menezes, disse que a categoria visa intensificar as mobilizações, pois avalia que o governo não se mostra disposto a negociar. Os servidores pedem aumento salarial de 22%. Segundo Bernadete, não há reajuste desde 2007, quando o governo passou a transferir as negociações.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

Ato reúne profissionais federais

O bloqueio de ontem da Ponte do Guaíba foi organizado por diversos segmentos de profissionais federais, como professores e funcionários de universidades e servidores de Previdência, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também houve participação de pessoal do Interior, como da Universidade de Santa Maria (UFSM) e acadêmicos de várias instituições.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

Assembleia publica lista de salários

A Assembleia disponibilizou, na noite de ontem, duas tabelas com os vencimentos de 1.742 servidores ativos e de 625 inativos da Casa. A divulgação segue o modelo adotado pelo Tribunal de Justiça gaúcho, identificando os servidores por um código e não de forma nominal. A decisão que obrigou os órgãos públicos brasileiros, de todos os poderes, a revelar os salários dos servidores está vigendo desde o dia 16 de maio, quando entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação.

Desde então a Assembleia busca um consenso sobre como atender ao determinado pela lei. Os parlamentares haviam definido a disponibilização dos dados na Internet em reunião da mesa diretora no dia 10 de julho.

O presidente da Casa, deputado Alexandre Postal, justificou, ontem, a publicação não nominal pela lei estadual 13.507, de 2010, que veda a divulgação dessa forma. "Nós aprovamos lei que proibe divulgar os nomes dos servidores junto ao salário. Além disso, todos os órgãos que publicaram os nomes tiveram as informações retiradas do ar", destacou.

Os maiores valores da tabela pertencem a servidores efetivos e não a cargos comissionados. O maior salário bruto da lista é de um servidor inativo que recebe R$ 37.548,35. Entre os ativos, o maior salário é de R$ 36.251,05.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

As maiores remunerações no Legislativo

 - SERVIDORES ATIVOS

1ª - R$ 36.251,05

2ª - R$ 35.025,42

3ª - R$ 33.779,98

4ª - R$ 32.278,30

5ª - R$ 30.726,27

6ª - R$ 29.665,97

7ª - R$ 28.110,42

8ª - R$ 27.067,11

9ª - R$ 26.999,71

10ª - R$ 25.808,83

- SERVIDORES INATIVOS

1ª - R$ 37.548,35

2ª - R$ 33.184,32

3ª - R$ 32.147,31

4ª - R$ 31.888,98

5ª - R$ 31.027,11

6ª - R$ 30.575,79

7ª - R$ 30.165,25

8ª - R$ 28.254,67

9ª - R$ 27.428,51

10ª - R$ 27.347,64

Fonte: Site Transparência da AL. Os valores são referentes a salários brutos
Correio do Povo 01 ago2012

Câmara publica salários sem nomes

 Dados da Diretoria Legislativa da Câmara dos Deputados mostram que 170 servidores da Casa - 140 aposentados e 30 da ativa - têm rendimentos que ultrapassam R$ 26,7 mil, teto salarial permitido aos servidores públicos. O salário líquido dos funcionários, com os descontos abatidos, chega a R$ 32 mil.

Os cargos dos servidores ainda não foram divulgados. Segundo a diretoria da Câmara, são de analistas legislativos, que englobam funcionários com diferentes cursos superiores, como engenharia e administração. Os valores ultrapassam o teto permitido porque horas extras e funções comissionadas são somadas às remunerações.

Segundo a Diretoria Legislativa, 1,3 mil servidores recebem valores brutos acima do teto, mas apenas 170 ganham de forma líquida R$ 32 mil. Nos demais casos, os valores são brutos e, segundo a direção da Câmara, acabam reduzidos para o valor permitido, de R$ 26,7 mil. O maior salário bruto pago na Câmara é de R$ 43 mil, para 12 servidores. Segundo a diretoria da Casa, todos são analistas legislativos.

A média salarial paga na Câmara, de acordo com a Diretoria Legislativa da Casa, é de R$ 15 mil. Nesta faixa estão técnicos e auxiliares legislativos que possuem apenas o nível básico de instrução. Motoristas e copeiros da Casa, por exemplo, estão incluídos neste grupo de remuneração.

Dados já divulgados pela Câmara mostram que servidores com o cargo de auxiliar legislativo, que têm vencimento básico de R$ 1.996,27, podem alcançar uma remuneração final de R$ 7.147,11, sem contar as horas extras. No caso de auxiliares legislativos de nível A, que têm o menor salário base, de R$ 483,74, o vencimento final chega a R$ 3.185,54, sem contar horas extras e funções comissionadas.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

Protesto atinge órgãos superiores

Sem reposição salarial desde 2006, os servidores da Justiça em Brasília decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado. O indicativo de greve, aprovado em assembleia no dia 23 de junho, prevê a suspensão dos trabalhos nos seis tribunais superiores do país. Os servidores do Judiciário reclamam que o governo federal se recusa a apresentar propostas de reajuste para a categoria.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

Servidores do STF ameaçam parar

Na tentativa de pressionar o governo federal a abrir uma negociação salarial, os servidores do Judiciário em Brasília, incluindo os do Supremo Tribunal Federal (STF), ameaçam cruzar os braços hoje, véspera do início do julgamento do caso do mensalão. Dirigentes de três entidades sindicais informaram a intenção de parar ao presidente do STF, Carlos Ayres Britto, na segunda-feira.

Fonte: Correio do Povo 01 ago2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Congresso fará divulgação de salários sem nomes de servidores

Sindilegis conseguiu na Justiça a suspensão da informação nominal

Com as duas liminares favoráveis ao Sindicado dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) proibindo a divulgação nominal dos salários dos servidores da Câmara e do Senado, as duas Casas decidiram que farão a divulgação dos vencimentos, mas sem os nomes dos trabalhadores. Atendendo à Lei de Acesso à Informação, Câmara e Senado haviam anunciado que divulgariam, a partir desta terça-feira, os salários de servidores e parlamentares, inclusive com os respectivos nomes. Mas na noite de ontem, o Sindilegis conseguiu na Justiça a suspensão da divulgação nominal.

O sindicato argumenta que a divulgação nominal fere a privacidade, a intimidade e a imagem dos trabalhadores, além de representar risco à integridade dos servidores. O presidente do Sindilegis disse que a instituição defende a divulgação dos salários, mas sem expor os nomes dos servidores. As duas Casas foram notificadas e decidiram refazer as listas retirando os nomes dos servidores. A Direção-Geral da Câmara informou que deve colocar em seu site a nome lista dos salários dos servidores até amanhã. Já o Senado não estipulou prazo para publicar os salários.

De acordo com a diretora-geral do Senado, Doris Peixoto, técnicos da Secretaria Especial de Informática do Senado (Prodasen) estão trabalhando para modificar os arquivos que serão posteriormente publicados no Portal da Transparência do Senado.

Fonte: Agência Brasil

Assembleia gaúcha publica salários dos servidores sem divulgar nomes

Relação pode ser acessada no Portal Transparência

A Assembleia Legislativa publicou, nesta terça-feira, a relação dos servidores ativos, comissionados, adidos e inativos do Parlamento gaúcho. O órgão optou por omitir o salário de cada um e apenas menciona que a remuneração é a do cargo ocupado pelo colaborador. A relação foi divulgada no Portal Transparência.

A publicação dos dados foi definida pela Mesa Diretora durante reunião em 10 de julho. A divulgação dos salários é uma exigência da Lei de Acesso à Informação. A necessidade de vinculação do cargo com o nome ganha interpretações diferentes no judiciário brasileiro.

Um dia depois da decisão, o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil projetou que o legislativo gaúcho seja obrigado, no futuro, a relacionar nome e vencimento. Cláudio Abramo acredita que vai acabar vencendo no judiciário a tese pela divulgação completa. A determinação de preservar a identidade dos servidores também desagradou deputados de diferentes legendas, do PT ao PSDB.

Fonte: Samuel Vettori / Rádio Guaíba

SEGURANÇA PÚBLICA Secretário de Segurança garante a Tortelli a recriação de CRPO em Erechim

Adriano Piekas - MTB 2766 | PT - 12:16-31/07/2012 - Foto: Divulgação   
  

A região do Alto Uruguai terá recriada uma unidade do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO). A informação é do deputado estadual Altemir Tortelli (PT), que esteve reunido com o secretário do Estado de Segurança Pública, Airton Michels. O encontro ocorreu nesta terça-feira (31) em Porto Alegre.  
Como explica Tortelli, a sede será em Erechim. “A região será contemplada no plano de expansão. A previsão do Governo do Estado é que a recriação do Comando ocorra ainda este ano. É uma grande notícia”, afirma Tortelli. Hoje a região do Alto Uruguai está ligada ao CRPO Planalto com sede em Passo Fundo. “Atualmente essa unidade atende um grande número de municípios, há um excesso de demandas. Certamente a população ganhará muito com essa recriação e divisão dos atendimentos”, reforça o parlamentar.
Entre outras ações, o CRPO tem como meta executar as diretrizes operacionais do comando da Brigada Militar, além de planejar, editar, coordenar e estabelecer a política de comando de polícia ostensiva.
Polícia Rodoviária Estadual em Sananduva
Na reunião, o secretário Michels também garantiu a criação de um Posto de Polícia Rodoviária Estadual em Sananduva até metade de 2013. A instalação depende da contratação dos 2 mil novos policiais, o que está prevista por meio de concurso público que a secretária realizará este ano. “Trata-se de uma região que hoje está descoberta e possui grande tráfego. Essa é mais uma demonstração da preocupação do Governo do Estado com a segurança do Rio Grande do Sul”, finaliza Tortelli.

Fonte: Agência de Notícias
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Minha opinião: Tudo não passa de uma adequação para montar um cabide de emprego que sirva para colocar oficiais. Já pensaram no efetivo que sairá das ruas para montar a estrutura? Aliás, para eles é muito fácil é só montar um CRPO por COREDE e estão todos empregados em funções de comando com gratificações etc e tal.E o salário do nível médio, óóóóóóóóó´............ 

General do Exercito fala sobre crescimento da violência

O Canal Livre desta semana (30/07/12) debate o crescimento dos índices de violência nas principais cidades do Brasil. O convidado é Adriano Pereira Júnior, comandante militar que coordenou a operação de pacificação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, no final de 2010. Veja os vídeos

Acesse o Artigo Original: http://www.uniblogbr.com/#ixzz22CTASsdA
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Saiba quais são os 10 maiores salários do Tribunal de Justiça gaúcho

Órgão divulgou relação de cargos e remunerações completas, mas sem os nomes de servidores e magistrados

O Tribunal de Justiça gaúcho divulgou na internet a lista com os cargos e salários de seus servidores e magistrados. Embora o material apresente em detalhes vantagens, indenizações e abonos, os nomes de seus detentores foram mantidos em sigilo.
Confira a seguir o ranking dos 10 maiores salários do TJ-RS:
1º) R$ 40.601,56
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens pessoais R$ 2.652,93
Indenizações R$ 35,53
Vantagens eventuais R$ 13.795,48
Descontos
Previdência R$ 3.510,67
Imposto de Renda R$ 5.293,01
Retenção por teto constitucional 0
Líquido R$ 31.797,88

2º) R$ 39.899,15
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens pessoais R$ 2.652,93
Vantagens eventuais R$ 13.128,6
Descontos
Previdência R$ 3.506,68
Imposto de Renda R$ 5.195,05
Retenção por teto constitucional 0
Líquido R$ 31.197,42

3º) R$ 39.614,68
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens pessoais R$ 2.652,93
Vantagens eventuais R$ 12.844,13
Descontos
Previdência R$ 3.504,96
Imposto de Renda R$ 7.368,02
Retenção por teto constitucional 0
Líquido R$ 28.741,7

4º) R$ 39.424,09
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens pessoais R$ 2.652,93
Vantagens eventuais R$ 12.653,54
Descontos
Previdência R$ 3.503,81
Imposto de Renda R$ 7.352,57
Retenção por teto constitucional 0
Líquido R$ 28.567,71

5º) R$ 39.250,13
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens pessoais R$ 2.652,93
Vantagens eventuais R$ 12.479,58
Descontos
Previdência R$ 3.511,17
Imposto de Renda R$ 362,31
Retenção por teto constitucional 0
Líquido R$ 30.376,65

6º) R$ 38.520,62
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens pessoais R$ 2.652,93
Vantagens eventuais R$ 11.750,07
Descontos
Previdência R$ 3.498,39
Imposto de Renda R$ 7.279,52
Retenção por teto constitucional 0
Líquido R$ 27.742,71

7º) R$ 37.305,65
Cargo: diretor
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 8.364,95
Vantagens pessoais R$ 25.659,27
Vantagens eventuais R$ 3.398,71
Descontos
Previdência R$ 3.400,57
Imposto de Renda R$ 4.940,65
Retenção por teto constitucional R$ 492,98
Indenizações 117,28
Líquido R$ 28.471,45

8º) R$ 36.184,79
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens eventuais R$ 12.067,17
Descontos
Previdência R$ 3.500,29
Imposto de Renda R$ 7.305,17
Retenção por teto constitucional R$
Líquido R$ 25.379,33

9º) R$ 36.080,47
Cargo: desembargador
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 24.117,62
Vantagens eventuais R$ 11.962,85
Descontos
Previdência R$ 3.503,87
Imposto de Renda R$ 7.250,32
Retenção por teto constitucional R$ 0
Líquido R$ 25.326,28

10º) R$ 35.731,99
Cargo: juiz de Direito
Nome: não divulgado
Composição
Básico R$ 21.705,86
Vantagens pessoais R$ 2.387,64
Vantagens eventuais R$ 11.638,49
Descontos
Previdência R$ 3.159,78
Imposto de Renda R$ 6.500,23
Retenção por teto constitucional R$ 0
Líquido R$ 26.071,98

Glossário
Vantagens pessoais: adicionais por tempo de serviço, funções/gratificações incorporadas, abono de permanência.
Vantagens eventuais: abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, gratificações, pagamentos retroativos, etc.
Indenizações: auxílio-refeição, auxílio-transporte, auxílio-creche, auxílio-condução, abono-família.

Fonte: Zero Hora

Movimento da RF lota pátio no porto

A operação-padrão dos auditores da Receita Federal (RF) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lotou o pátio automotivo do Porto de Rio Grande. Mais de 10 mil veículos ocupavam o local, e os armazéns de fertilizantes estocavam 250 mil toneladas. Apesar de tornar mais lentas as operações, o movimento nacional dos funcionários não interferiu no fluxo de navios. A Praticagem da Barra da Lagoa dos Patos confirmou 24 navios atracados ou fundeados e outros 24 fora da barra na tarde de ontem. No porto de Paranaguá (PR), 126 navios esperavam para atracar. O prejuízo pode somar 5 milhões de dólares. As duas categorias reivindicam reposições salariais e concurso público para contratação de funcionários, porque entendem que os quadros atuais são insuficientes para atender à demanda de serviços.  

Fonte: Correio do Povo 30julho2012

Servidores federais protestam na Ufrgs


Crédito: raquel carlucho / especial / cp 
<br /><b>Crédito: </b>  raquel carlucho / especial / cpServidores de Ufrgs, UFCSPA e IFRS protestaram ontem pela manhã em frente ao Centro de Dados (CPD/Ufrgs), na rua Ramiro Barcelos, na Capital. A manifestação, que deve ser ampliada hoje no país, pede reajuste do piso da categoria. Para tratar do impasse, dirigentes sindicais e do Ministério do Planejamento têm encontro agendado para o dia 13/8, em Brasília. Com a greve de servidores e docentes federais, foi suspensa, provisoriamente, a fase de matrículas do 2 semestre acadêmico.


 Fonte: Correio do Povo 30julho2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

UPP: o outro lado da moeda, que só os policiais que estão nelas conhecem


A morte da polícia militar Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, na segunda-feira (23), assassinada com um tiro de fuzil no peito, próximo  à sede da Unidade de Policia Pacificadora (UPP) da comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, pode não ter sido um fato isolado.
Foi a primeira baixa entre os policiais recém-contratados, especificamente para atuarem nas UPPs. Como o governo está sendo pressionado a ampliar estas Unidades - o secretário interino de Segurança Pública, Roberto Sá, revelou ao jornal O Globo que aumentará o efetivo policial lotado nelas - isto acaba sendo feito sem os devidos preparos. Desta forma, aumentam os riscos e a falta de infraestrutura para quem ali trabalha.

Este outro lado da moeda foi relatado ao Jornal do Brasil por um destes policiais militares formados às pressas para atuar em uma das 21 UPPs. Ele, aqui identificado como "X" para evitar represálias, conta, por exemplo, o que já é voz comum dentro da corporação: algumas UPPs estão entregue às baratas, como a do Complexo do Alemão. 
Fuzil travado                                    
A questão da falta de estrutura começa no próprio armamento com que estes policiais podem contar. Por conta da ordem de “não ostentar armamento”, cada guarnição só dispõe de um fuzil. Todo resto do efetivo conta apenas com pistolas, cada uma com dois carregadores. No dia dos ataques à UPP do Alemão, como já se sabe, os fuzis dos policiais travaram e não funcionaram.
“Não tem (armas) para todo mundo. É um fuzil para cada guarnição, e os que têm, travam, dão pane. No dia em que atacaram as duas UPPs, os policiais trocaram tiro, e depois de cinco ou seis disparos, as armas travaram”, revelou o que soube entre os colegas.   
Segundo o policial "X", a relação de problemas é extensa no cotidiano das UPPs. Um que salta aos olhos - e é difícil acreditar em tempos de comunicação multimídia - é a de que poucos rádios funcionam. Segundo ele, a grande maioria dos aparelhos só recebe chamadas, sem conseguir entrar em contato com outras estações, inclusive as que estão nas "viaturas policiais". 
A falta de sinal não é o único problema: “Não tem rádio para todo mundo. Às vezes, não tem a bateria reserva, e de noite o aparelho está descarregado. Já trabalhei sem rádio, por exemplo.”, afirma.
A assessoria de Imprensa do Comando de Polícia Pacificadora (CPP) nega que sejam insuficientes os rádios e as baterias. Também informou que "a quantidade de armamento é definida de acordo com as necessidades. Não há falta de fuzis". Admitiu que as armas falharam, a causa, porém, é "desconhecida e está sendo investigada". 
Spray controlado
Outra questão levantada pela fonte do JB está no excessivo controle do uso do spray de pimenta, tido como uma possibilidade de dissolver multidões e distúrbios civis de forma menos violenta. Os policiais precisam justificar, em documento, a quantidade utilizada e o motivo. E só há um para cada guarnição. No caso de uma grande agitação, eles não dispõem de bombas de gás lacrimogênio, necessárias para dispersar aglomerações. "Muitas vezes, apartamos as confusões na mão mesmo.", diz. 
Ao rebater a denúncia, a assessoria do CPP destacou que "os policiais da UPP não são policiais de confronto e guerra, e sim de mediação e de relação com as comunidades. A opção pelo uso do spray de pimenta e do "taser" (pistola de choque) no lugar da bomba de gás lacrimogênio é exatamente para minimizar atos de violência. É necessário o controle dos equipamentos para não haver uso abusivo", diz a nota.  
Benefícios não pagos
Além do equipamento precário, o policial conta que muitos colegas que têm direito a R$ 200 por mês para a alimentação, há seis meses não recebem. O mais crítico é que não há um lugar onde os policiais de algumas UPPs possam comer. No caso do Complexo do Alemão, além de faltar opção à alimentação, ele conta ser comum que policiais militares utilizem o banheiro do teleférico, pois não há sanitários disponíveis nos postos (contêineres) de policiamento.
“Na hora do almoço, há casos de policiais que comem no chão porque não têm onde comer ou ficam dentro dos contêineres, cujos ar-condicionados funcionam mal. É um absurdo”, diz.
Nas explicações enviadas ao JB pela assessoria do CPP, ocorre, sim, a falta de pagamento, mas ela é específica: "As UPPs do Complexo do Alemão são recentes e é necessário um trâmite junto à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Estado para que o valor adicional pago para a alimentação seja incluído no salário dos agentes. Esse trâmite demandou um tempo, mas já foi resolvido e eles terão o auxílio alimentação depositado em suas contas, junto com o próximo salário", justificou o comunicado, acrescentando que "as novas sedes possuem copas estruturadas com micro-ondas, geladeiras, mesas e cadeiras".
Segundo a nota, o pagamento do auxílio transporte no valor de R$ 100 tem sido realizado regularmente. "Se algum policial não está recebendo, ele deve procurar a base administrativa da unidade em que está lotado para que o caso dele seja avaliado e solucionado". 
Outra gratificação que, segundo a fonte do JB muitos PMs ainda não viram a cor, foi a ajuda prometida pela prefeitura do município, no valor de R$ 500. Na quarta-feira passada (25), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu aumentar a quantia para R$ 750. Pareceu promessa de campanha eleitoral pois, segundo o policial "X", vários de seus colegas jamais receberam qualquer valor.  
Burocracia
Outro obstáculo do serviço, diz a fonte, é a burocracia. Se ele estiver insatisfeito no lugar em que está lotado, o pedido de transferência lhe criará problemas. Segundo relata, "aí é que não recebo o que me devem mesmo. É um dinheiro com o qual não se pode contar", revela. O mesmo acontece com as férias, que, segundo a fonte, é "outra burocracia". 
O policial "X" informa que, pelo mesmo motivo - burocracia -, não pôde retirar da loja a arma que comprou para utilizar fora do serviço. Ele tem direito a andar armado, mas só pode pegar o equipamento após ser liberado um documento específico da PM. A pistola, comprada no início do ano, continua estocada na loja, por conta do atraso do papel. 
Formação
O policial "X" também faz duras críticas ao curso de formação dos soldados da UPP. Sua preparação durou nove meses, sendo que nos três últimos, diz que não fez nada. Apesar da pouca ênfase dada nas ações práticas, ele considerou que teve uma boa formação teórica.
“Foram três meses em que ficamos à toa lá, sem fazer nada. As aulas de tiro foram muito básicas. E a matéria de sobrevivência urbana, que ensina conduta de patrulhamento na cidade, não teve nenhuma aula. Teve turma que se formou e foi jogada imediatamente dentro do Complexo do Alemão, sem qualquer prática anterior".
Morte da soldado
No caso da morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, a fonte do JB analisa que a policial, ao sair para lanchar desacompanhada, contrariou as condutas de segurança do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado do Rio. “Não podemos andar sozinhos na favela. Ela foi pega desprevenida. O que falam é que ela deu de cara com os traficantes”.
Ele também disse que o tráfico de drogas permanece em algumas comunidades, em especial no Alemão, onde, segundo os policiais ali lotados, em dois meses de atividade já ocorreram, pelo menos, confrontos com trocas de tiros, mas sem nenhuma baixa de policial.
“Aquele lugar ali (Alemão) é o quartel-general do Comando Vermelho. O tráfico continua na cara de pau. Em dois meses, já soubemos de, pelo menos, quatro trocas de tiros com traficantes", relata o que ficou sabendo. “À noite, as trocas de tiro são com fuzil. Mas ninguém sabe porque a CPP sempre abafa as notícias, muitas vezes porque é a Globo quem vai noticiar, e ela é conivente com o governo”.
A assessoria do CPP não desmente a existência de traficantes, apenas ressalta que, "com as UPPs, acaba a venda aberta de drogas e o ir e vir de bandidos armados à luz do dia. Tráfico de drogas é um problema mundial que não se resolve da noite para o dia".  
"Caldeirão de merda"
O policial "X" conta o comentário feito por um sargento do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para um grupo de soldados lotados na UPP do Alemão, que já demonstra a situação a que estão sujeitos: "jogaram vocês no caldeirão de merda!".
Na reflexão que faz sobre a política de pacificação das comunidades, diz que na maioria delas "a única coisa que funciona é o governo ter entrado (nas favelas, antes dominadas pelo tráfico). Aí, cobra IPTU, a Light conserta o relógio de todo mundo, regularizaram Internet, e acabam os desfiles de bandido com fuzil. Mas continua a mesma coisa. Os bandidos só não andam com fuzil, mas têm pistola de calibre pesado, como .45.”
Segundo ele admite, em algumas destas áreas onde a polícia não tinha acesso, "muitas armas permanecem escondidas, bem como marginais que nunca haviam sido fichados antes". Isto ocorreria, por exemplo, no Alemão onde, segundo contam os policiais ali lotados, “poucas pessoas passam e dão bom dia e boa noite. Ninguém quer falar nada. Todo mundo é conivente com o tráfico de drogas. Quando se vai abordá-los, muitos saem em defesa dos bandidos. Sei que no começo da UPP é assim, mas ali é demais”.  
Menina dos olhos
Ao final do relato, ele desabafa: “Não tem estrutura, todo mundo está insatisfeito. A maioria não ganha nem ajuda de custo da passagem. Tem gente pagando para trabalhar. Na Zona Sul, por exemplo, é diferente. Tudo funciona, porque a Zona Sul é a menina dos olhos do governo”.
Jornal do Brasil

Ponto de vista: Insegurança pública e notória

Recentemente, a Câmara dos Deputados votou o pacote de segurança. Como parlamentar que se orgulha de ser oriundo das forças policiais, vejo como ironia denominar "pacote de segurança" medidas que em nada vão contribuir para reduzir a insegurança dos brasileiros. Não participei da pantomima de tal votação. Não porque considere os projetos desimportantes, mas por ter convicção de que qualquer política de segurança eficaz deve passar pela recuperação e realinhamento dos salários dos policiais civis, militares e bombeiros militares no Brasil.

Diariamente, policiais e bombeiros deixam suas casas rumo ao serviço sabendo que podem não voltar. Superam esse receio com a coragem de quem optou por essas profissões e a sensação de sua importância para a sociedade, que reconhece isso e apoia esses profissionais em suas reivindicações.

No final do ano passado e começo deste, houve movimentos reivindicatórios em várias partes do País, com reflexos no aumento da criminalidade. Ninguém pode ser favorável à repetição de tais acontecimentos. Mas a paciência desses policiais têm limites que estão perto de serem atingidos. Ainda mais quando pacotes de segurança ostentam indiferença com o que realmente importa.

Otoniel Lima - Deputado federal pelo PRB de São Paulo

domingo, 29 de julho de 2012

DEFESA CIVIL FAZ EXERCÍCIO SIMULADO EM SÃO GABRIEL









DEFESA CIVIL DA REGIÃO EXECUTA PRIMEIRO EXERCÍCIO SIMULADO DE DEFESA CIVIL
Ótimo foi o exercício de Defesa Civil, Dia 28 de Julho 2012, participação de todos os órgãos envolvidos, um planejamento exemplar, vários municípios e autoridades prestigiaram o evento, 1° Simulado na Região, tudo gravado em tempo real e transmitido para a Casa Militar do Governo do Estado. Agradeço os colegas Radioamadores que ajudaram no evento, com os seus equipamentos, fazendo chegar ao Centro de Operações da Defesa Civil em Porto Alegre, todas as situações ali ocorridas nas margens do Rio Vacacaí - São Gabriel RS.
Os Radioamadores se valeram do sistema Echolink, contato diretamente com a Conferência Gaúcha na internet, colegas de outros Estados e até países elogiaram a cobertura deste Exercício que foi elogiado pelo Coordenador Estadual por ocasião da reunião de avaliação, citando o nome da UGRO e dos Colegas de Rádio.
Vamos aqui dar os Parabéns a todos, mais o exercício teve a frente o coordenor da Defesa Civil da Região o Capitão Max Meinke, que reuniu, palestrou, fez com que todos os envolvidos ficassem cientes da sua participação e a vinda das autoridades e Colegas Operacionais de Defesa Civil de mais de 10 cidades da região deu magnitude ao exercício do dia 28 Julho 2012, em São Gabriel RS.
Mais uma vez nossos parabéns ao organizadores, radioamadores que ajudaram a conduzir o exercício. 
 
 
Edição do amigo Bergenthal do Folha da Classe (em pé na foto Posto de Cmdo) e que na condição de rádioamador  participou ativamente  contribuindo assim para o sucesso do evento.

Trabalho em grupo

 

O vídeo acima que recebi por email, nos mostra a vantagem do trabalho em grupo

O debate sobre a extinção das polícias militares reabre, mais uma vez, a ferida do colapso da segurança pública no Brasil.


NÃO

RENATO SÉRGIO DE LIMA - TENDÊNCIAS/DEBATES - A POLÍCIA MILITAR DEVERIA SER EXTINTA?


Reforma e controle, não extinção
O debate sobre a extinção das polícias militares reabre, mais uma vez, a ferida do colapso da segurança pública no Brasil.
De um problema social de primeira grandeza, a segurança teima em ser relegada à condição de pária político, da qual grande parcela dos políticos procura manter uma distância regulamentar ou, se a assume em seus discursos, é para explorá-la a partir do culto ao ódio ou do medo da população.
Afinal, a violência urbana persiste como um dos mais graves problemas sociais no Brasil, totalizando mais de 800 mil vítimas fatais nos últimos 15 anos.
Nosso sistema é caro, ineficiente, capacita e paga mal os policiais e convive com padrões operacionais inaceitáveis de letalidade e vitimização policial.
Em suma, não conseguimos oferecer serviços de qualidade e, com isso, reforçamos a perversa desigualdade social do país.
É fato que a história recente da segurança pública no Brasil tem sido marcada por demandas acumuladas e mudanças incompletas. Ganhos, como a redução entre 2000 e 2011 dos homicídios em São Paulo, tendem a perder força, na medida em que não há normas técnicas, regras de conduta ou padrões capazes de modificar culturas organizacionais ainda baseadas na defesa do Estado e não da sociedade.
As instituições policiais e de justiça criminal não experimentaram reformas significativas nas suas estruturas. Avanços eventuais no aparato policial e reformas na legislação penal têm se revelado insuficientes para reduzir a incidência da violência urbana, numa forte evidência da falta de coordenação e controle.
Por isso, falar em extinção das polícias militares reduz essas questões a um jogo truncado por defesas corporativas e agendas técnica e politicamente enviesadas e parciais, que podem, mesmo que involuntariamente, mais contribuir para a manutenção do atual quadro do que para transformá-lo.
Resultados perenes só podem ser obtidos mediante reformas estruturais do sistema de segurança pública e da Justiça criminal, bem como do efetivo comprometimento político dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Essas reformas devem envolver a construção de um verdadeiro Sistema Único de Segurança Pública no Brasil, que tem de:
- Atualizar a distribuição e a articulação de competências entre União, Estados e Municípios;
- Criar mecanismos efetivos de cooperação entre eles;
- Reformar o modelo policial estabelecido pela Constituição para promover a sua maior eficiência;
- E estabelecer requisitos mínimos nacionais para as instituições de segurança pública no que diz respeito à formação dos profissionais, à prestação de contas, ao uso da força e ao controle externo.
É em torno dessa agenda que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública propôs a criação de uma comissão de especialistas para subsidiar mudanças legislativas necessárias à sua viabilização, bem como a articulação de um novo pacto republicano de Poderes para a efetivação prática dessas mudanças.
STF, CNJ, governadores e presidenta da República também têm um papel político que supera em muito os aspectos técnicos e gerenciais envolvidos.
Tal agenda é capaz de surtir efeitos muito maiores do que a extinção de uma ou de outra polícia.
Se, para Hannah Arendt, a violência aniquila a política, manter o nosso atual modelo de segurança pública significa a nossa capitulação frente ao medo, a insegurança e a vontade de vingança.
RENATO SÉRGIO DE LIMA, 42, doutor em sociologia pela USP, é membro do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
 

Greves no Brasil


 Crédito: JOÃO LUIS XAVIER 
<br /><b>Crédito: </b> JOÃO LUIS XAVIERSempre que há uma greve no Brasil procuro ler as reivindicações que não foram atendidas e, por consequência, desencadearam o movimento paredista. Como não há mais greves no setor privado, hoje qualquer paralisação situa-se no setor público. E lá está a reivindicação eterna: pagamento dos dias parados. Tornou-se um axioma das lideranças grevistas exigirem remuneração por serviços que deixaram de ser prestados e que jamais poderão ser recuperados, assim como o tempo não caminha para trás. Estava eu (e mais três brasileiros) visitando um poderoso sindicato metalúrgico que congregava os trabalhadores do Boeing, em Seattle, Estado de Washington, costa Oeste dos EUA, quando recebi a melhor definição de greve, dada por um líder sindical. Perguntado quando ocorreu a última greve na Boeing, ele respondeu que fora há mais de 20 anos. Um líder sindical brasileiro que viajava em nosso grupo fez a próxima pergunta: "Vocês receberam os dias parados?". Resposta: "Como assim, receber dias parados? Dias parados são dias não trabalhados". Ele queria dizer que quando se faz uma greve, qualquer trabalhador sabe que terá prejuízos, assim como o patrão. Greve é enfrentamento, é quase uma guerra, logo há baixas de ambos os lados. No caso específico, as baixas são os salários descontados pelos dias perdidos e a linha de produção interrompida ferindo o bolso do patrão. É a noção do prejuízo que apressam as negociações de uma greve com ética, isto é, com o enfrentamento dentro da lei, sem a esperteza da exigência do pagamento dos dias parados. O Brasil inventou a greve do setor público que não é greve, mas um descanso remunerado, cuja conta é paga pelos maiores prejudicados, os contribuintes.





Fonte: Correio do Povo 29julho2012
Coluna do Rogério Mendelski
rogerio@radioguaiba.com.br

Nos EUA é assim

Quando uma greve paralisa uma indústria ou mesmo o serviço público americano, quem garante a manutenção dos grevistas é o sistema sindicalista. O sindicato da categoria paralisada dá toda a assistência aos seus associados, inclusive financeira. Mas ninguém ousaria pedir o pagamento dos dias parados. Desmoralizaria o maior instrumento de pressão dos trabalhadores.

Fonte: Correio do Povo 29julho2012
Coluna do Rogério Mendelski
rogerio@radioguaiba.com.br