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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Acaba a greve da Polícia Militar e Bombeiros do Ceará

 

Mensagem dos policiais grevistas em carro do RONDA, policiamento militar do Estado do Ceará
Mensagem dos policiais grevistas em carro do RONDA,
 policiamento militar do Estado do Ceará (Jarbas Oliveira/Folhapress)

Mariana Penaforte, de Fortaleza (CE)

Após quase quatro horas de reunião no Palácio da Abolição e votação em assembleia, chega ao fim, na madrugada desta quarta-feira, a greve dos Policiais Militares e Bombeiros do Ceará, que começou no dia 29 de dezembro.

Líderes grevistas e representantes do governo chegaram a um documento final com os termos do acordo após longa reunião. A proposta foi levada diretamente para votação em assembleia. O acordo foi votado e aprovado item por item por PMs e bombeiros, que aguardavam no quartel da 6ª Companhia do 5º Batalhão, onde estiveram reunidos desde o início do movimento.

O documento foi assinado pelos presentes e líderes do movimento grevista: cabo Flávio Sabino, Pedro Queiroz, e capitão Wagner Souza. Além disso, assinaram o documento Fernando Oliveira, representante de Cid Gomes na reunião e Procurador Geral do Estado, a Defensora Pública Geral do Estado, Andréia Coelho e a Procuradora-geral de Justiça, Socorro França, que intermediou as negociações durante a terça-feira.

O governador Cid Gomes não participou pessoalmente da reunião que levou ao fim da greve, e preferiu acompanhar as negociações em anexos do Palácio da Abolição, com as informações sendo repassadas por Fernando Oliveira.


Entre os itens da proposta aceita está a incorporação de um bônus de 859 reais a todos os policiais e bombeiros militares, que antes só era concedido aos trabalhadores do turno noturno, além de um aumento de 7%. O acordo inclui ainda uma redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a anistia geral de processos abertos contra PMs e Bombeiros desde primeiro de novembro de 2011.

Os grevistas conseguiram também a anulação da decisão judicial assinada na segunda-feira pela desembargadora Sérgia Mirada, que decretava a ilegalidade da greve e multa diária de 500 reais para cada trabalhador que descumprisse a decisão, e de 15 mil para cada sindicato envolvido.

Outros itens da proposta deverão ser contemplados, como a substituição do Código de Disciplina Militar por um Código de Ética, além do reajuste do vale-refeição de 6 para 10 reais.

O acordo prevê que todos os Policiais Militares e Bombeiros do Ceará estejam nos quartéis até a meia-noite desta quarta-feira. A situação deve se regularizar durante o dia, após uma onda de pânico e insegurança que invadiu a capital nesta terça-feira
 

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