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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Piratini desmente secretário da Fazenda

Tonollier diz que piso do magistério é inviável e Pestana garante pagamento<br /><b>Crédito: </b> montagem de juliano antunes sobre fotos de alina souza / piratini e mauro schaefer / cp

Apresentação de números do orçamento 2011 se transforma em crise política

Tonollier diz que piso do magistério é inviável e Pestana garante pagamento
Crédito: montagem de juliano antunes sobre fotos de alina souza / piratini e mauro schaefer / cp
O primeiro escalão do governo gaúcho ainda tenta explicar como a apresentação do resultado orçamentário de 2011 e das projeções para 2012 se transformou, às vésperas da volta do governador Tarso Genro de férias em Cuba, em crise política. Ao longo do dia, sobraram versões sobre o que teria levado o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, durante apresentação realizada na manhã de ontem, a dizer que, com o reajuste a partir do custo-aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o governo não tem condições de pagar o piso nacional do magistério até 2014.

Informado das declarações de Tonollier, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, companheiro de partido e de corrente interna do secretário, convocou-o para uma reunião, que se estendeu pela tarde. Pestana sugeriu a Tonollier que emitisse uma nota para esclarecer a questão. E informou que, dadas as proporções do problema, também se manifestaria. Em seguida, convocou a imprensa, no final da tarde, para dizer que nada mudou. "A posição do governo continua a mesma e tenho a expectativa de que o Congresso ainda em fevereiro altere esta questão do indexador."

A promessa de chegar ao piso até 2014 foi reiterada diversas vezes por Tarso e por Pestana. E utilizada de forma recorrente na tentativa de acalmar o Cpers, que cobra o cumprimento da lei e, por consequência, o pagamento imediato do piso. Durante o dia, circulou a versão de que Tonollier estaria agindo de comum acordo com o governador. A hipótese foi rechaçada com veemência por Pestana. "O governador jamais faria um anúncio destes por intermédio do secretário da Fazenda e durante a apresentação de um balanço", assinalou.

Em reuniões internas, a Fazenda por diversas vezes havia feito "alertas" de que não há como "fazer mágica" com o dinheiro. Como não surtiram efeito, e como Tonollier não tem pretensões políticas, houve o entendimento de que um "choque de realidade" não faria mal ao governo.

* Colaborou Iuri Ramos

Fonte: Correio do Povo 12jan2012

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