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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

"Não estamos surpresos", diz presidente do Cpers sobre o não pagamento do piso

Rejane de Oliveira acredita que Estado quer pressionar governo federal para rever reajuste

 Carlos Rollsing

A presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, comentou que não foi pega de supresa pelo secretário da Fazenda, Odir Tonollier, quando ele afirmou na manhã desta quarta-feira que o Estado não terá condições de pagar o piso nacional do magistério até o final de 2014.
— A primeira coisa que eu devo dizer é que não estamos surpresos. O Cpers já vinha denunciando há tempo a falta de um calendário de pagamento do piso. Sabíamos que isso iria acontecer — disse Rejane.
Ela acredita que a declaração de Tonollier tem o objetivo de pressionar o governo federal a rever a base de cálculo do reajuste do piso, atualmente vinculada ao custo anual por aluno do Fundeb, que corrigiu a remuneração em 22%, ocasionando um salto de R$ 1.187,00 para R$ R$ 1.450,00.
— A lei que foi aprovada determina correção com o custo por aluno do Fundeb. Agora, o governo pressiona para que a inflação seja a referência. Isso mostra que a educação não é prioridade — enfatizou Rejane.
Ela disse que ainda em janeiro será colocada nas ruas a segunda fase de campanhas publicitárias do Cpers contra o governador Tarso Genro. No dia 20 de janeiro, o conselho geral do sindicato se reunirá para debater o cenário da educação e definir o calendário de mobilizações da categoria.
— Com certeza, não será um início de ano acomodado — prometeu a sindicalista. 

Fonte: Zero Hora

 

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