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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Governo faz nova proposta


Expectativa do ministério é encerrar a greve que atinge 59 universidades
Crédito: VINÍCIUS RORATTO  
Oferta para os professores federais em greve agora envolve índices de reajuste entre 25% e 40%. 
 Expectativa do ministério é encerrar a greve que atinge 59 universidades<br /><b>Crédito: </b>  VINÍCIUS RORATTOO governo federal cedeu e apresentou na tarde de ontem, numa reunião com sindicalistas em Brasília, nova proposta para reestruturar o plano de carreira dos professores de universidades federais e de instituições de pesquisa. A oferta envolve índices de reajuste entre 25% e 40%, distribuídos em três etapas ao longo dos próximos três anos. Na proposta apresentada no último dia 13, o reajuste variava de 16% a 45%, o que foi amplamente rejeitado em todo país. Com esse movimento, o governo espera que os professores suspendam a greve.

Para o vice-presidente da Adufrgs-Sindical, Lúcio de Carvalho Vieira, a nova proposta corrige falhas da anterior, as quais "eram considerados obstáculos para a aceitação", mencionou. Vieira, que integra uma das comitivas sindicais, as quais acompanham a negociação com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, na Capital federal, avalia que a proposta atual resgata as perdas consequentes da inflação e deverá atingir esta cobertura sobre a projeção dos próximos índices inflacionários.

Segundo Vieira, tanto a entidade regional Adufrgs-Sindical quanto a nacional, Proifes-Federação, consideraram outro ponto positivo da nova proposta a garantia de acesso à elevação na carreira - pelo menos até o terceiro nível - para os professores sem título de Mestre ou Doutor. O vice-presidente da Adufrgs disse que a entidade consultará os docentes gaúchos antes de oficializar seu posicionamento ao governo acerca da proposta.

Já os representantes da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) continuam insatisfeitos com a oferta do governo. Segundo a presidente da Andes, Marinalva Oliveira, a oferta governamental não teve avanço. "É a mesma essência da proposta anterior, ou seja, não reestrutura a carreira", reclamou. A nova proposta será levada às assembleias nos estados. O parecer da categoria deve ser apresentado até a próxima semana. "Vamos levar a proposta às nossas bases, realizar assembleias para que retornemos ao governo com um posicionamento", disse ela.

De acordo com a proposta, o governo também antecipará o aumento, que começaria a valer no mês de julho de 2013, 2014 e 2015 para o mês de março desses anos. O impacto no orçamento com os novos percentuais deverá ser de R$ 4,2 bilhões. Antes de ceder às reivindicações, o impacto era estimado pela União em cerca de R$ 3,9 bilhões. Os professores federais deverão dar sua resposta até a próxima segunda-feira, dia 30.
Fonte: Correio do Povo 25julho2012


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