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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Policiais civis normalizam atividades no Ceará após dois meses de greve

Categoria decidiu acatar decisão judicial que suspendia greve. Sindicato lança operação "Cumpra-se a Lei" a partir desta sexta-feira (16).


Os policiais civis do Ceará decidiram normalizar as atividades após dois meses de greve em assembleia na noite de quinta-feira (15). Segundo o secretário geral do sindicato dos policiais civis (Sinpoci), Ernani Leal, a categoria decidiu acatar a decisão da desembargadora Sérgia Miranda, responsável por conceder a liminar que suspendia a greve dos policiais civis do Estado. “Os trabalhos foram retomados ontem mesmo, após o término da assembleia”, afirma Leal.
Ainda de acordo com o secretário geral do Sinpoci, os policiais civis começam nesta sexta-feira (16) a operação “Cumpra-se a Lei”, na qual todo procedimento de flagrante dentro da delegacia será feito apenas com a presença do delegado. Segundo ele, os flagrantes estavam sendo feitos apenas com a presença de escrivães e policiais, o que não condiz com a função desses profissionais. “O sindicato vai se encarregar de fiscalizar a operação na capital e no interior”, explica.
A greve
A greve dos policiais civis no Ceará começou no dia 2 de julho e foi decretada ilegal em 5 de julho pela 6ª Vara da Justiça. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão judicial que determina a greve como ilegal. O STF entendeu que o juiz da 6ª Vara não tinha competência para julgar a greve dos policiais civis. "No entendimento do Governo do Estado, a derrubada da decisão não retira a ilegalidade da greve", havia Antônio Castelo, na semana passada. A última retomada da greve ocorreu no dia 15 de outubro.
Reivindicações
Uma das principais reivindicações da categoria é o aumento de salário. Um agente em início de carreira recebe R$ 2,1 mil e os policiais defendem um salário de R$ 4,6 mil, que é o equivalente a 60% do salário de um delegado. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci), o reajuste poderia ser concedido em parcelas até o fim do atual governo, em 2014.
Os policiais também reclamam da quantidade de presos nas delegacias. Somente no 34º Distrito Policial, em Fortaleza, 48 homens ocupam uma cela para 16 pessoas. Eles alegam ainda que o os 1.800 policiais civis no Ceará são insuficientes. A primeira greve foi suspensa quando o governador se comprometeu a negociar com a categoria, mas depois de quatro meses, nenhum encontro foi realizado.
Fonte: G1.globo.com

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