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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A possível verticalidade salarial


O sindicato vem recebendo inúmeras mensagens dos colegas, especialmente dos agentes de polícia, nas quais solicitam a posição do Sinpol-RS com relação à verticalidade salarial entre as carreiras policiais de agentes e delegados. Há quem se utiliza desta bandeira para diversos fins: equilíbrio econômico, segurança financeira, atrelamento salarial, princípio democrático, remuneração justa etc. Mas o que é de fato uma verticalidade salarial? Que significado possui ela de direito e de fato?  A de direito entre as carreiras é inconstitucional. E a de fato, que se pode buscar, é a verticalidade política que é a possível verticalidade salarial.


 
Toda a campanha por “verticalidade salarial” soa muito bem a qualquer profissional de carreira. Principalmente aos colegas da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Seja administrativo, agente ou delegado, todos estão ganhando baixos salários. Nossos ouvidos querem ouvir a seguinte certeza: “se alguém subir, eu vou junto”.

A situação é indigna para todos os profissionais

A primeira medida é de consciência do governo do estado em reconhecer que os servidores da Polícia Civil ganham mal. Todos estão contando os centavos no final do mês. Essa situação atinge em especial aos recém empossados que iniciam na carreira policial, delegados e agentes, e muito mais ainda os administrativos na Instituição.

A segunda medida é o trabalho de convencimento junto ao governo e gestores públicos da lembrança da situação de penúria da categoria. Esse trabalho vem sendo desenvolvido por este sindicato e pelas demais entidades classistas da Polícia Civil. Cada qual a sua maneira aprovada por instâncias superiores à direção de cada entidade. Princípio da autonomia. Se estiver sendo feito bem ou mal o futuro é testemunha de glórias ou insucessos.


O sindicato tem por obrigação sempre trabalhar o equilíbrio financeiro salarial, justo e democrático de sua categoria. As assembléias gerais do Sinpol-RS definem o rumo de trabalho sindical. A ninguém é dado o direito de vender ilusões. Muito menos por quem representa todos os servidores da Polícia Civil, eleitos que fomos para assumir um mandato de três anos. Muito menos ainda falsear o rumo definido pela instância superior de nossa entidade. Uma decisão de assembléia geral é soberana, mesmo que venha contrariar opiniões de dirigentes. O sindicato somos todos nós com responsabilidade e ética.  

Incorporação antecede a verticalidade política

Cabe esclarecer que na última reunião ocorrida na Casa Civil, com as entidades de classe, ante a posição do governo em remeter projeto de aumento salarial que não satisfazia por inteiro as nossas pretensões, enquanto alguns discutiam paralisação, o Sinpol-RS propôs a incorporação do risco de vida e Giap ao salário básico, visando a verticalidade política.

A idéia da incorporação vingou e hoje é utilizada como bandeira por este sindicato. Continuamos trabalhando para a concretização dessa meta, inclusive com planejamento pronto para tratar o assunto junto ao governo. Um assunto de cada vez, característica pragmática dos atuais gestores do Palácio Piratini que influencia o secretariado e os demais escalões do Estado.  

A possível verticalidade tem o apoio do Sinpol-RS


A tabela salarial (clique aqui para ver) proposta pela Associação dos Comissários de Polícia-ACP-RS, enviada ao Governo Tarso, tem o apoio deste sindicato e de outras entidades classistas da Polícia Civil e Brigada Militar. Por razões que desconhecemos não teve apoio das associações de delegados e oficiais PMs.

A tabela é uma proposta a ser discutida na matriz salarial de março de 2012. Nela está implícita a verticalidade possível, que prevê aumento gradual dos salários em sete anos, até março de 2019. O mérito da construção da proposta é da ACP-RS. Todas as demais entidades apoiaram a iniciativa dessa verticalidade política. Ela traz remuneração justa para todos. Devemos apoiar e trabalhar para a sua concretização.  


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