PREVISAO DO TEMPO

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A SERVIDORA DA ASSEMBLEIA E O SOLDADO

A triste notícia de ZH/10 Jul, sobre a servidora da Assembleia Legislativa, entristece e tocou diretamente no Soldado da Brigada Militar, que amanheceu de serviço na guarita lindeira ao Theatro São Pedro, bem no epicentro da flagrância da evasão. Em escolaridade, empatam ou a dele é superior; os rigores da atividade e da fiscalização de labor a dele é bem maior. A desproporção avulta mais ainda nos ganhos salariais de ambos. Não se nega que a notícia chegou ao nobre servidor cedo da manhã, pois o local onde atuou nesse dia é propício ao acesso ao jornal e infelizmente só lhe sobrou a indignação e ir descansar um pouco, pois logo se seguirão novas escalas.

Eis uma pequena amostra do descompasso de ganhos salariais entre os servidores dos Três Poderes e até de Órgãos do próprio Executivo. Sabe-se que ditas castas costumam receber inclusive vantagens que decorrem de desequilíbrios dos planos econômicos, situação desconhecida dos comuns mortais.

Volto ao Soldado, como poderia ir a todos servidores públicos do Executivo, pois ele é real e do seu posto recebeu, diretamente, uma contundente "paulada na cabeça" e, mesmo com a proteção do capacete, culminou em tontear, bem mais que numa ação policial, onde o confronto é comum.

Ao se recobrar, mirou, perplexo o Palácio Piratini e imaginou a grande dificuldade do seu Comandante-em-chefe em buscar recompor o seu salário e se perguntará se falta dinheiro ou vontade política. Ao certo sabe que: Nem uma nem outra, apenas o governante paga bem a quem ele teme! O Governador, além de ter carreira e sonhos, quer ir para história, por isso acaba refém de alguns e até de si mesmo.

A experiência do soldado em apreço o faz refletir e imagina que, alguns questionamentos ainda vão complicar sua carreira, e aí nem Governador não lhe promove e nem envia algum projeto miserável para a Assembleia, para o próximo governador pagar. Os Deputados também não votarão, pois isso não pode ser regime de urgência, porque a barriga pode esperar e tem mais: o próximo Governador paga se quiser, caso contrário vira Precatório e aí os Desembargadores negociam projetos do Judiciário em troca de retardos de saque ao Tesouro e outras cositas mais.

Tem também o Tribunal de Contas, que aparece pouco, mas é o que julga as contas do Governador e que recepciona, volta e meia, alguns destacados Parlamentares mesmo que não consigam citar ao menos um dos princípios constitucionais que regem os atos da Administração Pública, mas passam a julgar autoridades!

Ao fim o miliciano resolve tirar o time de campo, pois o assunto é por demais complexo e já deve reassumir galhardamente um novo posto, ciente de que a sua Instituição é que sustenta a governabilidade e se imagina estar bem representado como soldado e como cidadão. Imagina que um dia será diferente, com equilíbrio e justiça.


NELSON PAFIADACHE DA ROCHA-Cel RR e Advogado
 

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