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sábado, 14 de julho de 2012

PM e bombeiro são diferentes, diz autor

Para o escritor, bombeiro não deve trabalhar armado, pois sua função é diferente da executada pelo policial<br /><b>Crédito: </b> DIVULGAÇÃO / CP

Antropólogo Luiz Eduardo Soares vem a Porto Alegre lançar novo livro

Para o escritor, bombeiro não deve trabalhar armado, pois sua função é diferente da executada pelo policial
Crédito: DIVULGAÇÃO / CP
A vinculação do Corpo de Bombeiros à Brigada Militar é um contrassenso, na opinião do antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares. De acordo com ele, no Rio de Janeiro os bombeiros irão começar a trabalhar armados. "Algo que está criando muita confusão", comentou, o autor dos livros ''Elite da Tropa 1 e 2''. "O serviço de bombeiro é diferente do executado pelo policial militar; não há razão para que sejam vinculados."

Em 2001, Soares esteve no RS prestando assessoria em segurança pública. Agora, ele volta ao Estado para o lançamento de um livro, no próximo dia 17. O escritor disse estar há muito tempo afastado para analisar a situação da Segurança Pública gaúcha. No entanto, ele considera que a situação aqui é um pouco melhor que no Rio, salientando que os esquadrões da morte existem em todo o Brasil. "A diferença é que, no Rio, a dimensão é maior", comentou. "Mas esse tipo de expediente é prática corrente em todo o país."

Quanto às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), Soares considera uma iniciativa positiva. Porém, acentuou ele, para que tenham futuro, é preciso que os policiais do RJ tenham uma outra mentalidade. "Para se ter uma ideia, no RJ, com 15 milhões de habitantes, de 2003 a 2011 morreram 9.231 pessoas durante ações policiais", ressaltou. "Nos EUA, com 300 milhões de habitantes, a média de mortos é de 300 por ano; no Rio, a média é de 1 mil anualmente." Essas mortes, acentuou o antropólogo, são resultado de confrontos violentos entre policiais e criminosos. "Tem que ir no foco, mas o fato é que os policiais do Rio de Janeiro são ingovernáveis."

Segundo ele, uma pesquisa com 64.120 policiais aponta que 70% dos entrevistados querem mudanças no modelo policial brasileiro. "O que há de bom não deriva da estrutura organizacional, mas da vontade das pessoas."
 
Fonte: Correio do Povo 14julho2012

Um comentário:

  1. Muito bem postado o comentário deste escritor, mas ele deve levar em conta que a realidade dos EUA é em muito diferente da nossa, Brasil. Lá as Leis são mais dura e são cumpridas pois existe um desistimulo a que pensa em cometer algum delito. Aqui ao contrário com os infratores concientes de que o nosso codigo penal tem breixas legais se tornam mais ousados e por consequencia mais perigosos. Quanto aos bombeiros desmenbrar seria como usar um cobertor curto na aplicação dos recursos e ainda, talvez uma criação de novos cargos e funções civis de confiança que, graças a Deus, hoje não existe. Na minha modesta opinião em time que está ganhando o jogo não se mexe, e a união policia-bombeiro é tradicional aqui, então deve permanecer. Desculpas a quem pensa diferente. Obrigado e abraços a todos os colegas.

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