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terça-feira, 26 de junho de 2012

Servidores federais fazem greve

Prejuízos à população devem ser sentidos mais a longo prazo, pois profissionais atuam em áreas administrativas
 Trabalhadores ligados ao Sindisprev/RS promoveram ato na Borges<br /><b>Crédito: </b>  arthur puls

Trabalhadores ligados ao Sindisprev/RS promoveram ato na Borges

Crédito: arthur puls

Servidores federais vinculados aos ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul começaram na manhã de ontem uma greve geral e por tempo indeterminado. Os profissionais reivindicam que o governo abra o debate sobre a negociação salarial e melhore as condições de trabalho.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência (Sindisprev/RS), Sílvia Regina Souza Vieira, a categoria está há 15 anos sem reajuste e o governo não sinaliza disposição em discutir o assunto.
A categoria também reivindica reposicionamento de tabelas, jornada de trabalho de 30 horas semanais e melhores condições de trabalho. "Queremos o enquadramento das tabelas de pagamento com os servidores da Previdência." Segundo ela, há dois anos todos ganharam gratificação, mas não há comprometimento de que o valor seja incorporado aos vencimentos.
Uma das exigências da categoria é o reajuste de 22,08%, além da realização de concurso público, já que são 600 servidores em todo o Estado. O objetivo da greve é chamar a atenção do governo federal. "Pedimos um olhar diferenciado em relação a esses profissionais", afirmou. Para marcar a mobilização, os servidores fizeram um ato em frente à sede do núcleo estadual do Ministério da Saúde, localizado na avenida Borges de Medeiros.
Na manhã de ontem, a paralisação ainda não havia refletido nenhum problema para o atendimento à população no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas e nos dois maiores centros de Saúde da Capital, o da Vila dos Comerciários, na zona Sul, e o do IAPI, na zona Norte.
Há tendência de que os prejuízos sejam sentidos a longo prazo já que os profissionais são os responsáveis por diversas atividades administrativas, como liberações e autorizações de consultas e de medicamentos, em especial via judicial. A avaliação do movimento ocorrerá em assembleia geral às 18h de amanhã.

Fonte: Correio do Povo 26junho2012

 




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