PREVISAO DO TEMPO

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um presídio sem policiais.

A ideia de que as organizações policiais são nocivas aos métodos de ressocialização de apenados não é nova.
Um grupo de trabalho criado na Assembleia Legislativa vai estudar a implementação de uma nova metodologia de recuperação e reintegração social de apenados no RS. O método é chamado Apac, sigla da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. A principal diferença do sistema prisional comum é que, no Apac, a segurança e disciplina do presídio são feitas com a colaboração dos presos, tendo como suporte os funcionários, voluntários e diretores da entidade, sem a presença de policiais e agentes penitenciários. Tal método é aplicável em casas prisionais com capacidade média de 100 a 180 apenados, dando preferência para que o preso permaneça na sua terra natal ou onde reside sua família. Os presidiários contemplados com o Apac terão trabalho, além de assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica prestada não pelo Estado, mas pela comunidade. Este modelito está em prática em Minas Gerais, para onde a comissão que está sendo montada viajará para melhor projetar suas atividades. Sigam-me.
Castelo
Com o máximo respeito aos membros da comissão embrionária, como um humilde marquês, na solidão da minha torre, vislumbro no Apac a melhor das intenções na construção de um castelo no ar. Um Estado que não consegue dar uma estrutura próxima do razoável para a Fase (ex-Febem), onde está a usina dos futuros hóspedes das casas prisionais de adultos, não transmite confiabilidade cada vez que traça ou participa da ideia - que de nova não tem nada - de transformar presídios em hotéis sem policiais, sem agentes penitenciários, sem celulares, sem drogas e até mesmo sem grades. Digo ainda que, aos domingos, neste espaço, viajo no universo da ficção e, por isso, somente por isso, gostei do Apac. Aos que forem a Minas, uma boa viagem.

Wanderley Soares
Jornal O Sul

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