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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

4º Panelaço dos Servidores Públicos ocupa Praça da Matriz


Com panelas e apitos, servidores mostraram que não vão ficar parados diante da insensibilidade do Governo.
Às 8h15 os servidores já chegavam a Praça da Matriz. Carregando suas panelas e as bandeiras do SINDSEPE/RS, começavam a fazer barulho do lado de fora do Palácio Piratini. Às 9h30 começaria a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no Palácio Piratini. Os manifestantes lembravam aos Conselheiros que é impensável um verdadeiro desenvolvimento do Estado, sem a valorização dos servidores públicos. É impensável um Estado que não paga nem o salário mínimo aos seus servidores, falar em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, os servidores distribuiam uma nota para as pessoas que passavam em frente ao Palácio.
Por volta das 9h30, chegaram os Guarda-parques. Trazendo faixas onde demonstravam a sua insatisfação com o abandono por que passa a área ambiental. Os trabalhadores, que já haviam realizado uma manifestação em frente a Secretaria de Meio Ambiente na Rua Carlos Chagas, se juntaram aos outros manifestantes. Juntos, bateram suas panelas e mostraram para a população que não ficaremos parados diante do descaso do governo.
Por volta das 11 horas, uma comissão de manifestantes foi até a Assembleia Legislativa, para entregar aos deputados as nossas reivindicações. Os manifestantes percorrerram vários gabinetes e conversaram com os deputados que estavam presentes.
A próxima atividade de mobilização será no dia 7 de dezembro, às 10 horas, quando realizaremos uma grande Assembléia Geral do SINDSEPE/RS no Salão da Igreja Pompéia. Nesta Assembleia discutiremos os próximos passos da nossa mobilização.
Guarda Parques acampam em frente ao Palácio Piratini
Após a manifestação, os Guarda-parques do Estado iniciaram um acampamento na Praça da Matriz. O protesto pretende chamar a atenção do Governo e da população para a situação de abandono em que se encontra a categoria.
Desde o início do Governo Tarso Genro a categoria vem tentando travar um diálogo com o Governo, em particular com a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA). Em fevereiro de 2011 foi apresentada à Secretária de Meio Ambiente, Jussara Cony, uma pauta de reivindicações com o intuito de garantir o mínimo de condições de trabalho para esses profissionais. Na ocasião, a Secretária se comprometeu a atender as reivindicações, garantindo, inclusive, que existia dinheiro para isso. Nas palavras da Secretária, o Meio Ambiente é uma prioridade do Governo e a fiscalização uma área fundamental para a política de preservação ambiental.
No entanto, não é o que temos visto na prática. Falta de material de segurança, falta de coletes a prova de balas, falta de cursos de formação, Plano de Carreira inexistente e distorções funcionais fazem parte da rotina desses profissionais que são os responsáveis por garantir a preservação do meio ambiente no nosso Estado. Muitas vezes, eles têm que enfrentar caçadores, bandidos e outras situações que colocam em risco a sua própria vida, sem nenhum apoio do Estado. Por não suportarem mais essa situação extrema, os trabalhadores estão tomando uma atitude extrema. Ficarão acampados em Praça Pública até que sejam abertas negociações e seja garantido o atendimento das suas justas reivindicações.

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