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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tarso e Pestana entregam pacote de sustentabilidade financeira à Assembleia | Política

Coluna da Taline Oppitz

Maioria

A falta de quórum, pela segunda vez, para a votação em plenário do reajuste salarial dos professores e de secretários de escola deu razão aos articulistas do Piratini, que se jogaram no ano passado, logo após o pleito, atrás de uma ampla base de apoio na Assembleia. Se, como se viu ontem, mesmo contando com 32 aliados o governo não votou o reajuste ao magistério, como queria, imagine-se o quão difícil seria a vida do governador Tarso Genro sem aliados em vários partidos para apoiá-lo. Ressalte-se que a falta de quórum ocorreu porque grande parte dos parlamentares ligados ao Piratini foi a Brasília acompanhar a votação do Código Florestal, aprovado na terça-feira.

Arriscando

A estratégia utilizada pela oposição, que encontra dificuldades para ocupar espaço no enfrentamento com o governo Tarso Genro (PT), é arriscada. Impôs duas derrotas ao Palácio Piratini, uma na terça-feira e outra ontem, quando não deu quórum para a votação do reajuste do magistério e de servidores de escola, mas com isso enfureceu os professores, que agora estão sem o aumento negociado com o governo do Estado. Nem o apelo da líder do Piratini na Assembleia, Miriam Marroni (PT), de que o enfrentamento entre oposição e governo se desse em outro momento surtiu efeito.


Apartes

Governador Tarso Genro e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, protocolam os projetos do programa de sustentabilidade financeira na Assembleia hoje, às 12h, em encontro com o presidente Adão Villaverde.

O repórter Carlos Rollsing embarca hoje para a Coreia do Sul acompanhando a comitiva do governador Tarso Genro. Fará cobertura para o jornal e site do Correio do Povo e da Rádio Guaíba.

LUIZ AUGUSTO KERN - Interino lak@correiodopovo.com.br

Fonte: Jornal Correio do Povo ANO 116 Nº 238 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 26 DE MAIO DE 2011

Justiça: servidor para

 Com o protesto, foram mantidos apenas os serviços de urgência<br /><b>Crédito: </b>  ARTHUR PULS
Com o protesto, foram mantidos apenas os serviços de urgência
Crédito: ARTHUR PULS

Os servidores da Justiça do Rio Grande do Sul realizaram ao longo do dia de ontem paralisação no Estado. O objetivo da manifestação é mostrar a posição contrária dos funcionários com a proposta apresentada pelo Tribunal de Justiça para o aumento salarial. Os servidores pediram reajuste de 27% e a proposta do TJ foi de 12%. Apenas os serviços de urgência, como alvarás e audiências de plantão, foram mantidos.

Em Porto Alegre, os trabalhadores fizeram mobilizações em frente ao Tribunal de Justiça e ao Fórum Central, explicando à população as dificuldades da categoria. Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Judiciário Estadual, Valter Assis Macedo, a categoria reivindica um reajuste que recupere as perdas salariais, de 56%, a negociação do Plano de Cargos e Salários e jornada de seis horas.

O Tribunal de Justiça informou que o projeto com o reajuste da categoria em 12%, em três parcelas, sendo a última em janeiro de 2012, foi encaminhado na última segunda-feira para votação na Assembleia Legislativa. 

Entre os dias 3 e 10 de junho haverá uma nova assembleia geral da categoria, integrada por 10 mil servidores entre ativos e inativos. Existe a possibilidade do indicativo de greve. 



Fonte: Correio do Povo ANO 116 Nº 238 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 26 DE MAIO DE 2011

Municipários fazem atos

Ontem, os grevistas realizaram atos em frente aos órgãos municipais visando ampliar a adesão à paralisação. O Sindicato da categoria afirma cerca de 90% das escolas da rede municipal e 70% dos serviços de saúde aderiram ao movimento, além de servidores de outros setores da administração.

Fonte: Correio do Povo ANO 116 Nº 238 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 26 DE MAIO DE 2011

Policiais civis do RS se mobilizam

Os policiais civis gaúchos vão paralisar suas atividades por 24 horas no dia 15 de junho, em protesto pela falta de política salarial, corte de horas-extras, atraso na publicação de promoções e descaso quanto ao plano de carreira. A decisão foi tomada na manhã de ontem, em reunião da Ugeirm Sindicato, que representa escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil, em Porto Alegre.

De acordo com a entidade, um novo parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), negou os direitos de aposentadoria definidos na lei complementar federal 51/85. "O STF julgou, por unanimidade, a recepção e vigência da lei, mas a PGE entendeu ser o caso de restringir direitos, o que contraria promessa de campanha de Tarso Genro quando candidato", diz a nota oficial da Ugeirm.

Fonte: Correio do Povo ANO 116 Nº 238 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 26 DE MAIO DE 2011