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Comunidade dos Policiais e Bombeiros do Brasil

quinta-feira, 17 de março de 2011

Decreto garante reajuste


Será publicado hoje pelo Palácio Piratini o decreto que concederá reajuste salarial de 1% a 6% para 55 mil servidores da área da segurança. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, informou que o impacto financeiro será de R$ 111 milhões ao ano. O decreto decorre de lei que prevê reajuste ao setor sempre que houver aumento da arrecadação. 

FONTE: JORNAL CORREIO DO POVO ANO 116 Nº 168 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2011

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Dagoberto Valteman - Jornalista
Registro MTE 15265

Governo vai reavaliar reivindicações

Diante da negativa do Cpers à proposta do governo, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, que foi à reunião com os secretários da Administração, Stela Farias, e da Educação, José Clóvis de Azevedo, disse que o Piratini reestudará as reivindicações dos professores. "A partir da próxima semana, vamos marcar novo encontro com o Cpers. Vamos avaliar. Cada modificação se traduz em novo impacto financeiro", alertou Pestana. Ele lembrou que já há uma previsão de déficit de R$ 550 milhões para 2011, sem considerar aumento salarial ao funcionalismo. "O pagamento do piso integral geraria um reajuste de 66,6%, com impacto de R$ 2 bilhões", afirmou. Irredutível, a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, aguarda proposta que considere o pagamento do piso nacional para toda a categoria, sem abonos que não incidam no básico. "Se sofrermos ataques, como os abonos, vamos nos mobilizar com todas as ferramentas, inclusive com a greve, caso necessário", avisou Rejane. 
FONTE: JORNAL CORREIO DO POVO ANO 116 Nº 168 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2011

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Dagoberto Valteman - Jornalista
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Cpers rejeita reajuste salarial proposto por Tarso Genro

Governo oferece correção de 8,5% sobre o piso básico e um abono para professores dos níveis 1, 2 e 3

A proposta de reajuste salarial do Palácio Piratini aos professores estaduais, apresentada ao Cpers na noite desta quarta pelo chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, foi amplamente reprovada pelos sindicalistas. Nem mesmo o argumento de que parte da categoria já seria contemplada, a partir de maio, com o pagamento integral do piso nacional do magistério foi capaz de demover o Cpers.

Pestana, em nome do governador Tarso Genro, apresentou proposta que previa correção de 8,5% sobre o piso básico para 20 horas semanais, hoje fixado em R$ 356,84. Em valores, o aumento representaria o acréscimo de R$ 30,51 no contracheque. Além disso, o Piratini ofertou o pagamento de um bônus de até R$ 207 para servidores dos níveis 1, 2 e 3, que passariam a receber valor equivalente ao piso nacional para 20 horas semanais, estipulado em R$ 594,35.

"A proposta de aumento de R$ 30,51 é inadmissível. E o abono é um ataque frontal ao plano de carreira", criticou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira. Segundo a sindicalista, a assembleia marcada para abril pode marcar o início de uma mobilização contra o governo, inclusive com possibilidade de greve.

A categoria se recusa a aceitar abonos porque eles não se agregam ao básico, onde incidem as vantagens.

Rejane ainda desqualificou o pagamento de abono aos níveis 1, 2 e 3, que passariam a receber o piso nacional, ao afirmar que 89% dos professores estão nos patamares 5 e 6. "A proposta do governo é muito ruim. Pedimos nova audiência para que eles apresentem outra proposta antes do dia 8 de abril, quando faremos a nossa plenária", afirmou Rejane.

Pestana ressaltou que em pouco mais de dois meses o governo ofereceu aumento de 8,5%, que fica acima da inflação e é superior aos 6% "dos últimos quatro anos". "O impacto é pesado. A proposta gera gasto de R$ 150 milhões ao ano", explicou.

FONTE: JORNAL CORREIO DO POVO ANO 116 Nº 168 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2011

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Cautela pauta relação com professores

Confiantes na chamada lua de mel dos 100 dias e cientes de que a presidente do Cpers é uma petista, alguns integrantes do Executivo chegaram a acreditar na facilidade nas negociações com o magistério. Os fatos recentes mostraram o contrário. Integrantes do secretariado tiveram recomendação expressa de evitar publicamente o tema. E a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, deixou cristalina sua posição. "Qualquer proposta precisa passar pelo básico dos planos de carreira. Caso contrário, desmonta o plano, o que seria um ataque frontal a nossas conquistas. O governador pode conversar com quem quiser, mas as negociações são com o Cpers." 

FONTE: JORNAL CORREIO DO POVO ANO 116 Nº 165 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2011


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Dagoberto Valteman - Jornalista
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Plano de carreira limita negociações

Executivo refaz cálculos para definir proposta de reajuste a magistério

Petista como Tarso, Rejane diz que governo será tratado como os anteriores<br /><b>Crédito: </b> cristiano estrela / cp memória
Petista como Tarso, Rejane diz que governo será tratado como os anteriores
Crédito: cristiano estrela / cp memória
Integrantes do governo estadual se desdobram em cálculos para definir a oferta que farão ao Cpers - sindicato que reúne professores e servidores da educação - na reunião de quarta-feira. Inicialmente marcado para amanhã, a pedido do governo, o encontro foi transferido para as 18h15min do dia 16. Nas tratativas internas, que incluem o gabinete do governador, a Casa Civil e as secretarias da Fazenda, da Educação e da Administração, já foi descartada a possibilidade, ventilada inicialmente, de oferecer um abono.

Alguns integrantes do governo avaliam, inclusive, que a possibilidade do abono foi apenas uma forma de testar a reação do Cpers. Nos bastidores do governo, a hipótese de alterar o plano de carreira do magistério chegou a ser considerada. Há um entendimento de que sua complexidade "emperra" as negociações. A engrossar esta argumentação, estão as tabelas do atual plano de carreira que os integrantes do governo estudam e levarão para a reunião de quarta-feira.

À alternativa de alteração no plano, contudo, não foi dada publicidade porque tanto Tarso Genro quanto seus secretários sabem que o Cpers considera o assunto "inegociável". O magistério já subiu o tom. "O Cpers é muito claro no seu posicionamento político. Buscamos o diálogo e a negociação. Mas, se vierem com esse tipo de proposta, mobilizaremos a categoria e faremos pressão. Vamos tratar o governo Tarso como tratamos a todos os outros", adianta a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, petista como o governador.

O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, garante que o governo está buscando equilibrar suas demandas. "Temos o compromisso com o magistério, e algum ganho os professores terão neste ano. A dificuldade do Estado não será justificativa."

FONTE: JORNAL CORREIO DO POVO ANO 116 Nº 165 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2011


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Dagoberto Valteman - Jornalista
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Governo insiste no aumento gradual

Uma das possibilidades a ser apresentada na reunião do dia 16 pelo governo é de estabelecer prazos para aumentos graduais ao magistério, até que, no último ano, seja alcançado o valor do piso nacional. Mesmo assim, a conta parece uma "bola de neve". Integrantes do governo confirmaram ontem que o impacto do pagamento do piso nacional neste ano seria de R$ 2,5 bilhões no orçamento, o que definem com uma palavra: "impraticável".

O cálculo para o aumento gradual também é difícil de fechar porque o piso nacional tem reajustes anuais. Este ano o reajuste foi de 15,8%, que elevou o piso da jornada semanal de 40 horas de R$ 1.024 para R$ 1.187 e da jornada semanal de 20 horas de R$ 512 para R$ 593. No RS, a jornada é de 20 horas. Ou seja, para propor um cronograma, é preciso levar em conta os futuros reajustes porque, caso contrário, o valor permanecerá defasado.

Na discussão dos valores, de novo, o governo diz esbarrar no plano de carreira. O Cpers não abre mão de que as negociações para o pagamento do piso considerem o aumento a partir do vencimento básico do magistério estadual, que hoje é de R$ 356,62. O governo entende que o plano, que inclui das classes A a F, cada uma delas com seis níveis, demonstra que pouquíssimos vínculos (exatos 2.507, sendo 1.771 ativos e 736 inativos) são A1 (que recebem o básico de R$ 356,62).

As tabelas de pagamento do magistério com as quais trabalha o Executivo apontam que entre os 131.900 vínculos, as maiores concentrações estão, pela ordem de ativos, nas classes A6, A5, B6, C6 e B5. E a maior parte dos que ingressam na carreira, o fazem a partir do A3 (R$ 463,60).

FONTE: JORNAL CORREIO DO POVO ANO 116 Nº 165 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2011

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Dagoberto Valteman - Jornalista
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